O Comando Regional do Algarve da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil divulgou o balanço final das ocorrências registadas na região durante a passagem da depressão Cláudia.
No total, entre as 00h00 do dia 12 de novembro e as 14h00 do dia 17 de novembro, período em que o vigorou o Estado de Prontidão Especial (EPE) do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro para o Dispositivo Integrado de Operações de Proteção e Socorro no Nível I e Nível II, foram registadas, no Algarve, 603 ocorrências, envolvendo 1734 operacionais e 613 veículos dos diversos agentes de Proteção Civil.
Segundo este balanço, o concelho de Faro foi o que registou maior número de ocorrências, num total de 150; seguindo-se Portimão com 95; e Silves com 86.
As ocorrências no concelho de Silves foram as seguintes:
- 23 quedas de árvores
- 39 inundação de estruturas ou superfícies por precipitação intensa
- 2 desabamento de estruturas edificadas
- 2 queda de elementos de construção em estruturas edificadas
- 5 movimento de massa
- 1 dano ou queda de redes de fornecimento elétrico
- 3 quedas de estruturas temporárias ou móveis
- 11 limpezas de via e sinalização de perigo
Recorde-se que no concelho de Silves, a situação mais gravosa aconteceu no sábado, dia 15 de novembro, quando aconteceu um fenómeno extremo de vento, vindo de Lagoa onde provocou estragos avultados. O alerta foi dado às 11h48 para a sala de situação do Comando Regional da ANEPC no Algarve. Este vento provocou danos em estruturas, desde painéis publicitários a estufas e também habitações e múltiplas quedas de árvores, em vários locais das freguesias de São Bartolomeu de Messines, Silves, Alcantarilha e Algoz.
Devido aos estragos sofridos nas habitações, houve necessidade de realojar duas pessoas, o que foi feito pelo Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara Municipal de Silves. Outras pessoas foram alojadas em casas de familiares e amigos.
A chuva muito intensa provocou também várias inundações em habitações e estabelecimentos comerciais e alguns caminhos rurais estiveram temporariamente cortados pela água que transbordou das ribeiras.


