Silves acolheu durante a semana passada, três eventos chave da política agrícola e do desenvolvimento rural – o Comité de Acompanhamento do PEPAC no Continente, o Exame Anual e a Comissão de Acompanhamento do PDR2020, promovidos pela AG PEPACC, onde estiveram presentes representantes da Comissão Europeia, das organizações de agricultores e produtores florestais, das CCDR, do Organismo Pagador (IFAP, I.P.), da Autoridade de Gestão do PEPAC Portugal (GPP) e demais entidades da administração pública.
Segundo a notícia publicada pela CCDR Algarve: «O Comité de Acompanhamento do PDR2020 teve um significado especial e marcante, por ser o último, após 11 anos de vigência de um instrumento financeiro que atravessou um ciclo de mais de uma década de apoio ao investimento à agricultura e floresta do nosso país e que agora termina com integral absorção das verbas que lhe foram alocadas.
Oportunidade para darmos a conhecer o desenvolvimento e transformações notáveis a que temos assistido na última década ao nível do Agroalimentar Algarvio. A mais pequena das 5 regiões plano, que em apenas 2,5% do território gerou em 2023 um impacto total de 811 M€ no VAB nacional, 52% retidos na região, e 30.936 postos de trabalho (ETC), tendo também contribuído significativamente para a receita fiscal, que atingiu 389 M€.
Uma agricultura algarvia diversificada, onde avultam os hortofrutícolas de regadio, capitaneados pelos citrinos e sua IGP, mas também pequenos frutos vermelhos e subtropicais, a alfarrobeira, os viveiros e plantas ornamentais, a vinha e o vinho, entre vários outros exemplos de sucesso. Um setor que abastece o mercado interno, mas que cada vez mais é um importante ator para a redução do défice em valor da balança comercial do agroalimentar, através da exportação, fruto da adesão a exigentes certificações ao nível da qualidade, responsabilidade social e eficiência no uso dos recursos, como a água.
Um setor que se soube modernizar para aumentar a sua competitividade, num mercado cada vez mais concorrencial e globalizado, que investe em tecnologia de ponta, nomeadamente rega de precisão, com ganhos significativos de eficiência quer ao nível das explorações quer no regadio público coletivo, de que é exemplo o investimento superior a 13 milhões de euros nas obras que se iniciaram recentemente da 1a fase de modernização do Aproveitamento Hidroagrícola do Alvor (barragem de Bravura).»
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