Na próxima quarta-feira, dia 3 de julho, irá ocorrer uma concentração junto ao Hospital de Portimão, pelas 10h30, tendo como objetivo não permitir o encerramento do serviço de Pediatria e contra o encerramento da Maternidade e Bloco de Partos em Portimão.
A concentração é convocada pela Comissão de Utentes do Serviço Nacional de Saúde de Portimão que afirma que desde fevereiro de 2023, quando a maternidade começou a encerrar aos fins de semana que se temia o que aconteceu, que foi o “esvaziamento de médicos nestes serviços”.
No seu comunicado, a Comissão de Utentes afirma que “desde meados de junho que não há pediatras no Hospital de Portimão e que não obstante essa situação “os serviços de Pediatria, Internamento e Urgências, Obstetrícia e Bloco de Partos” continuam abertos mas sem médicos especialistas. “Como é que uma situação destas pode assegurar cuidados às mães e filhos?” pergunta a Comissão.
“Após o plano de encerramentos aos fins de semana, projetam-se obras nas maternidades que obrigam ao seu encerramento. Criaram aí pretexto para constrangimentos e limitações o que levou a que os serviços nunca mais fossem os mesmos com perda de capacidade de resposta. Agora, estão abertos com falta de médicos. Já não se nasce nem se cuida de bebés e crianças no Hospital de Portimão”.
No comunicado, lembra-se ainda que “este Hospital, em tempos de Hospital do Barlavento Algarvio, conquistava, pelas condições que tinha nestas valências, prémios e fama de ser um Hospital amigo dos bebés. Não podemos permitir que se ande para trás ao nível dos cuidados de saúde públicos”.
Para que isso não aconteça, a Comissão de Utentes que tem vindo a fazer protestos contra esta situação convoca a população para esta luta.
“Os problemas no Hospital de Portimão, não são de agora. Resultam da falta de investimento no SNS das últimas décadas e a transferência das verbas do orçamento do Estado para os serviços privados que este governo quer prosseguir”, diz acrescentando: “as mulheres, as crianças e toda a população não podem ficar reduzidos a uma maternidade no Hospital de Faro para meio milhão de habitantes. Encerrar a Pediatria e a Maternidade do Hospital de Portimão não é a solução. A solução é a luta dos utentes e profissionais em defesa do SNS, da Maternidade e do Hospital de Portimão».
“Esta Maternidade e a Pediatria fazem falta e têm de se manter abertas, assim como os seus profissionais têm de aqui manter-se durante todo o ano”, conclui o comunicado.








