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Ambiente & CiênciaSociedade

Delegação marroquina do M’Goun Geoparque visitou Silves

Terra Ruiva
Última Atualização: 2024/Jul/Ter
Terra Ruiva
2 anos atrás
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Entre os dias 25 e 28 de junho o território do aspirante Geoparque Algarvensis recebeu a visita da delegação marroquina do M’Goun Geoparque Mundial da Unesco com vista à troca de experiências e partilha de projetos.

“Com a visita, que ocorreu no concelho de Silves no dia 28 de junho, foi reforçada a parceria com o Geoparque M’Goun, designadamente por via da identificação de elementos geológicos, culturais e patrimoniais comuns e da sua riqueza de bio e geodiversidade” , informa a Câmara de Silves.

Em território municipal, a delegação visitou o museu do traje, em São Bartolomeu de Messines, passando depois pelos Paços do Concelho, em Silves, onde ficaram a conhecer o Museu Municipal de Arqueologia e o Castelo de Silves, terminando com a participação no descerrar da placa de “parceiro Geoparque Algarvensis” na mercearia “Doçaria do Sul”. Seguiu-se a visita a Armação de Pêra, com destaque para a Pedra do Valado, Praia Grande e Lagoa dos Salgados.

O “aspirante Geoparque Algarvensis” é uma área territorial com limites bem definidos, que possui um património geológico de grande relevo a nível nacional e internacional e alia uma estratégia de geoconservação, um conjunto de políticas de educação e sensibilização ambiental, à promoção de um desenvolvimento socioeconómico sustentável baseado em atividades de geoturismo, envolvendo as comunidades locais, contribuindo para a valorização e promoção dos produtos locais.

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TAGGED:Câmara Municipal de Silvesdelegação marroquinaGeoparque AlgarvensisM’Goun Geoparque Mundial Da Unesco
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3 comentários
  • José Domingos diz:
    2 de Julho, 2024 às 16:07

    Tanto que nos une, geneticamente, a muitos de nós, gentes portuguesas mais meridionais, com os chamados “mouros” de antanho ou, mais precisamente, os descendentes dos povos das antigas tribos do Norte de África …

    Não é por acaso que transportamos na alma um certo modo de estar atávico tão próprio, uma certa segnícia que nos distingue da vivacidade e alegria genuínas dos minhotos, uma nostalgia escondida, que ainda em nós permanece e, por vezes, emerge e se compraz na contemplação e meditação, algo que interiorizámos nos nossos próprios genes, face aos grandes espaços, no caso, o apelo à solidão do deserto, sem que disso cuidemos que o temos, mas que em nós deixou um rasto ancestral imperecível …

    Responder
  • José Domingos diz:
    2 de Julho, 2024 às 16:10

    Uma vez que estamos a falar de Silves e citei o termo “mouros”, no meu comentário, acima, permita-se-me que esclareça algo que, no imaginário popular, corre com um sentido, que nada tem a ver com a realidade histórica, nem linguística.
    Falo da conhecida Quinta de “Mata Mouros”, em Silves.

    O nome em causa foi, impropriamente, aportuguesado para aquela designação, porém, nada tem a ver com matança de mouros …

    Aquando da dominação muçulmana da bela cidade de Silves, que, nos tempos áureos, chegou a suplantar a própria Lisboa, em riqueza e opulência, foi construída uma estrutura – uma “matamorra” –, onde se situa actualmente a referida Quinta de “Mata Mouros”, equipamento que se destinava a servir de celeiro subterrâneo da cidade.

    A sua designação era, em árabe, “maṭmûra”, com o significado literal de “silo subterrâneo”.
    Era semelhante a uma cisterna, onde os Mouros costumavam guardar o trigo, depois de debulhado e limpo, cobrindo-o com alguma palha e terra, onde se conservava, para consumo da cidade, por vezes, durante alguns anos, sem se deteriorar.

    Do mesmo termo árabe “maṭmûra”, recebemos a palavra “masmorra”, calabouço subterrâneo, prisão subterrânea, atendendo a que, antigamente, era usual os cárceres serem localizados sob o solo.

    “Maṭmûra” deriva do verbo ár. ‘tâmara’, esconder debaixo da terra, enterrar por certo tempo.

    Aqui fica, pois, a reposição do verdadeiro sentido que subjaz ao que se costuma designar por “Quinta de Mata Mouros” …

    Responder
  • José Domingos diz:
    5 de Julho, 2024 às 3:18

    Como se sabe, viveu-se, permanentemente, em determinados períodos, no tempo da dominação árabe da cidade de Silves, uma situação latente de guerra, entre Cristãos e Árabes – de Reconquista, por parte dos primeiros –, que implicava potenciais cercos ao castelo, por vezes, prolongados.

    Permita-se-me uma pequena adenda ao meu segundo comentário para aventar a hipótese, que não será de excluir, que existiria (existe) um túnel, que passaria sob o próprio Rio Arade, entre o castelo e o referido silo subterrâneo, onde eram armazenadas as reservas estratégicas de cereais para consumo dos defensores árabes, até à elevação fronteira, onde hoje se situa a mencionada Quinta de Mata Mouros.

    Esta não é, obviamente, mais do que uma mera dedução, escorada, porém, numa forte lógica, atendendo aos tempos bélicos que se viviam entre Cristãos e Árabes.

    Responder

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