O Sindicato dos Jornalistas convocou para hoje, dia 14 de março, uma Greve Geral, a primeira em mais de 40 anos.
Estão em causa questões como os baixos salários, a precariedade no trabalho e outras questões remuneratórias e laborais, mas também muito mais do que isso.
O jornalismo em Portugal, e não só, vive dias difíceis, em que a sua sobrevivência está em causa, não obstante ser um dos pilares fundamentais para a construção e desenvolvimento da democracia.
A proliferação das redes sociais, a fuga da publicidade para essas mesmas redes, a quase inexistência de apoios institucionais aos meios de comunicação têm tornado o exercício da profissão cada vez mais difícil e em muitos concelhos do País desapareceram ou estão em vias de desaparecer os jornais e rádios locais.
A par disso, a profissão de jornalista está identificada como uma das mais exigentes e sujeita a múltiplas pressões, pelo que, sem surpresa, é uma das que regista uma maior taxa de burnout dos seus profissionais.
No Terra Ruiva também sentimos muitos destes condicionamentos à profissão e as dificuldades que se colocam à imprensa, em particular à regional, que, a curto prazo, não conseguirá sobreviver sem outra política de apoios.
Por estes motivos estamos solidários com a greve convocada pelo Sindicato dos Jornalistas e hoje não haverá notícias.
Porque acreditamos que sem jornais e jornalistas o mundo fica mais pobre.









