Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Dar com uma mão e tirar com a outra
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Opinião

Dar com uma mão e tirar com a outra

Francisco Martins
Última Atualização: 2023/Nov/Seg
Francisco Martins
3 anos atrás
PARTILHE

O Orçamento do Estado (OE) para 2024 não traz nada de novo quanto às grandes linhas de orientação traçadas pelo Governo de António Costa, a não ser uma deriva para a direita, também com mais privatizações, da TAP à EFACEC. Não é pois surpreendente que a jornalista Ana Sá Lopes tenha defendido recentemente que “não é fácil ser-se oposição de direita por estes dias”, ao considerar que o governo do PS se teria apropriado do seu programa em matéria de finanças públicas.

Porém, nada que contrarie a lógica do mercado único e da moeda única da União Europeia, espaço onde o país está inserido, que é fiel à política mais ou menos única no campo da economia política, de natureza neoliberal, e também ao pensamento único, que se alarga hoje aos meios de comunicação de massa, onde tudo o que divirja é deturpado, silenciado ou condenado, afastando o contraditório e ofendendo a liberdade de expressão e opinião, direito fundamental num regime democrático.

Na proposta do OE para 2024 o governo fixa-se na política de contenção e nas chamadas contas certas, com o objetivo prioritário da redução da dívida pública, desta vez com a novidade da criação de um Fundo de Investimentos Estruturantes (mealheiro para investimentos futuros).

O governo revela-se pouco ambicioso no uso do excedente orçamental, abdicando de um combate consistente ao aumento do custo de vida, ao reforço dos direitos sociais, à promoção da justiça fiscal e do investimento público.

Na última década, Portugal foi o segundo país da UE em que o Estado menos investiu. Entre 2017 e 2023, face aos valores orçamentados, ficaram por aplicar 5802 milhões de euros, sacrificando-se a resolução de problemas (infra)estruturais e a valorização dos serviços públicos. A política económica secundariza o efeito multiplicador que o investimento público produz na dinâmica da economia e na alavancagem do investimento privado, com impacto na redução das importações, e em última análise no aumento do PIB e na redução da dívida pública em percentagem do produto. O OE privilegia a via da contenção e da austeridade encapotada, não aproveitando o potencial de crescimento e desenvolvimento económico.

Na matéria sensível da fiscalidade o governo dá com uma mão (pouco) através dos impostos diretos, e retira com a outra (muito) através dos impostos indiretos, que como é sabido não diferencia nem ricos nem pobres.

Um litro de leite custa o mesmo para um pobre ou desempregado ou para um grande acionista. O orçamento alivia ligeiramente a carga fiscal sobre os rendimentos mais baixos e intermédios (primeiros cinco escalões), atualiza os escalões de rendimento em apenas 3% e não atualiza a dedução específica, congelada desde 2010, o que beneficiaria todos os rendimentos. Convém relembrar que quase metade dos trabalhadores não paga IRS e a maioria dos reformados também não.

O IVA, imposto economicamente regressivo, que todos pagam por igual, é agravado com a eliminação da taxa zero nos bens alimentares, não existindo vontade para a reposição dos 6% na eletricidade, gás natural e gás de botija, que facilitaria a vida à larga maioria das famílias portuguesas.

O OE não elimina o adicional sobre produtos petrolíferos (ISP) e a dupla tributação dos combustíveis (IVA sobre ISP). A proposta do PCP nesta matéria foi rejeitada por PS e PSD.

O aumento do Imposto Único de Circulação (IUC), a pretexto de preocupações ambientais, para automóveis anteriores a 2007, é uma medida de injustiça social, revoltante e aberrante, que penaliza precisamente aqueles que menos ganham e não têm a possibilidade de trocar de viatura.

Em termos de Orçamento do Estado o Capital não se pode queixar. Os seus benefícios fiscais passam para 1600 milhões de euros, mais 15% face a 2023, as verbas das parcerias público-privadas (PPP) são reforçadas em 200 milhões, enquanto mais de metade do Orçamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai diretamente para os privados. São 8000 milhões de euros, quando o total do orçamento para a saúde é de 15,700 milhões. A direita portuguesa não apresentaria um orçamento muito diferente daquele que o PS apresentou. É a realidade de um país mais desigual e injusto.

Total Views: 0
Realidade virtual
O 1º de Maio em Silves (1890-1894)
Festejar a Democracia e a Constituição
A informação local pela verdade
Boas Maneiras – Conselhos para saber estar na vida pública
TAGGED:dar com uma mãoFrancisco Martinsorçamento de Estado 2024
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorFrancisco Martins
Follow:
Natural de S. Bartolomeu de Messines, nascido em 1957. Licenciado em Economia, Membro Efetivo da Ordem dos Economistas. Professor e vice-presidente da Escola Secundária de Silves; vereador permanente e não permanente da Câmara Municipal de Silves (eleito da CDU); dirigente associativo em várias entidades. Fundador do Terra Ruiva.
Artigo Anterior Feira de São Luís em Alcantarilha
Próximo Artigo Saúde Mental dá mote a Exposição Documental na Biblioteca de Silves
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Espetáculo de teatro infantil “Pinóquio, o Musical”, em Silves
Cultura Sociedade
Horóscopo semanal, por Maria Helena Martins
Astrologia Vida
João Só é o próximo convidado do Lado B, em Silves
Lazer Sociedade
Banco Alimentar do Algarve realiza campanha solidária e explica como ajudar
Pessoas Vida
Mialves apresenta espetáculo de magia em Messines
Lazer Sociedade

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?