O Centro de Saúde de Silves passou a funcionar com horário de atendimento alargado, estando aberto aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 14h.
Este é um dos 176 centros de saúde que viram os seus horários alargados por decisão do Ministério da Saúde que pretende assim responder a “uma maior procura da população nos meses de Outono/inverno e diminuir a procura dos serviços de Urgência, em situações não emergentes”.
No Algarve foram oito os centros de saúde abrangidos por esta medida. Além de Silves, há mais tempo de atendimento em Alcoutim, Faro, Lagoa, Monchique, Olhão e Tavira.
Esta medida enquadra-se no “Plano Estratégico do Ministério da Saúde: Resposta Sazonal em Saúde – Inverno 2022-2023”, apresentado no dia 23 de novembro.
Este, prepara a resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para os próximos meses, período de maior circulação de vírus respiratórios e assenta em quatro eixos: Vigilância epidemiológica de infeções respiratórias e monitorização do sistema de saúde; Medidas de prevenção e contenção; Prestação de cuidados de saúde; Comunicação e envolvimento da comunidade.
Para facilitar o acesso à informação sobre os serviços, o Portal do SNS passa a disponibilizar informação atualizada sobre os centros de saúde, com os seus horáriosm para evitar a sobrelotação das urgências hospitalares, mas recomenda-se o contacto telefónico com o SNS 24, para uma resposta mais adaptada a cada situação.
O Plano Estratégico do Ministério da Saúde contempla ainda medidas concretas para os Serviços de Urgência, cujo objetivo é “melhorar o movimento e a fluidez” dentro destes serviços. Neste sentido, o plano prevê equipas de coordenação integradas de todas as vagas em cada hospital, o que pode permitir “o internamento mais rápido” do doente que necessita de permanecer no hospital após o episódio de urgência.
Foi também anunciado que a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados tem já 500 vagas para receber doentes que estão internados por razões sociais, sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo. Estas vagas resultam de um trabalho conjunto com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com as Misericórdias e as instituições particulares de solidariedade social.
Foram ainda anunciadas medidas destinadas especificamente à população idosa e mais vulnerável. Entre elas está o fortalecimento do programa de transição entre a alta hospitalar e a resposta social, alargando a capacidade de resposta do setor social contratado pelo Estado e agilizando assim a saída daqueles que já não necessitam de cuidados clínicos dentro do hospital. Vão também continuar a ser “vigiados ativamente” os surtos nas estruturas residenciais para idosos (ERPI) ou similares, locais de maior vulnerabilidade, sendo novidade a criação de um serviço de telessaúde para apoio a profissionais de referência nas unidades, nas ERPI, e equipas específicas de profissionais dos agrupamentos de centros de saúde ou dos hospitais que ativamente acorram aos lares de idosos para evitar descompensações e eventuais deslocações evitáveis aos cuidados de saúde.
Para cada serviço de urgência deverá ser implementado “ um plano de contingência específico” para evitar o problema da retenção das ambulâncias à porta da urgência. Está também em curso a operacionalização da “Via Verde ACeS” nos Serviços de Urgência (SU), existindo já protocolo celebrado com 24 Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS), de um total de 55, em articulação com unidades hospitalares.
Esta resposta permite que os utentes triados como não urgentes – com pulseira branca, azul ou verde – sejam encaminhados dos hospitais para os centros de saúde, com data e hora previamente definidas, sendo atendidos, no máximo, em 24 horas.
O Ministério da Saúde reforça ainda a importância da vacinação contra a Covid-19 e a gripe. As vacinas estão, desde a passada segunda-feira, dia 19 de dezembro, a serem administradas no Centro de Saúde de Silves, após o encerramento do centro de vacinação instalado na Fissul.







