Nos últimos dias têm vindo a público vários alertas de autarcas e dirigentes de entidades regionais manifestando a sua preocupação com a gravidade da seca que se faz sentir no Algarve.
A possibilidade da água faltar muito em breve nas torneiras, caso não chova, torna-se cada vez mais real. Segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), as seis barragens algarvias apresentam atualmente um volume de água de 90 milhões de metros cúbicos, enquanto as estimativas dos gastos da região são de 110 milhões.
A possibilidade de se começar a pensar em atribuir “quotas de distribuição aos municípios”, foi já analisada pelo Conselho da Comunidade Intermunicipal do Algarve – AMAL.
Este verão, já com o cenário de seca extrema, os consumos de água subiram, apesar de várias campanhas de sensibilização para a redução de consumo de água e a falta de soluções coloca aos próximos tempos um grande desafio, se continuar a não chover.
Algumas medidas têm sido propostas, como o reaproveitamento da água utilizada na lavagem dos filtros das piscinas para a higiene urbana, para a limpeza de contentores de lixo e ruas, ou o uso de água não tratada para consumo nas obras públicas e privadas. A nível dos municípios também já foram tomadas algumas medidas com vista à redução dos consumos, nomeadamente nos jardins e espaços públicos.
Mas manifestamente insuficientes para resolver um problema estrutural.
No dia 30 de setembro, as barragens do concelho apresentavam baixos níveis de armazenamento: Arade com 26,9%; Funcho com 61,3%; Odelouca com 32,8%.


