Cerca de duas dezenas de pessoas concentraram-se hoje de manhã, dia 9 de junho, à porta do balcão da Segurança Social, em São Bartolomeu de Messines, em protesto contra o encerramento deste serviço público.
O protesto foi convocado pelo MUSP – Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos, após o anúncio, por parte da Segurança Social, de que durante os meses de junho, julho, agosto e setembro, o atendimento em São Bartolomeu de Messines passaria a ser prestado apenas às quartas-feiras. O motivo invocado era de falta de pessoal para, em período de férias, assegurar a abertura do balcão.
Uma situação que a presidente da Junta de Messines, Carla Benedito, se recusa a aceitar, como ontem disse ao nosso jornal e hoje repetiu durante o protesto. Para a presidente da Junta, este serviço, que tem uma média de 30 atendimentos diários, é necessário não só à população de Messines mas também a habitantes de outras freguesias limítrofes que aqui se deslocam… “ e até pessoas do Alentejo”, como disse.
A autarca, à qual se juntou também o vereador da Câmara Municipal de Silves, Tiago Raposo, manifesta também a preocupação de que este encerramento parcial possa ser o primeiro passo para o encerramento total do serviço.
Um receio que muitos dos presentes manifestaram durante esta concentração, pois, como é sobejamente conhecido, um serviço público que encerre não volta a ser reaberto…
Situação mudou?
Entretanto, o aviso, que ontem dava conta do encerramento durante quatro meses, foi substituído esta manhã por um outro. Este novo aviso alerta os utentes para que o balcão só está aberto às quartas-feiras e remete quem necessite para o Serviço de Atendimento de Silves, mas só se refere ao mês de junho.
Até ao momento não foi possível saber se em julho haverá um aviso com o mesmo teor, ou se a Segurança Social conseguirá resolver a situação a favor dos utentes.
Pormenor curioso: no aviso da Segurança Social lê-se: “por motivos de força maior, durante o mês de junho, este serviço de atendimento só estará aberto nos dias 1, 8, 9,15, 22 e 29 de junho”. E assim, o serviço de atendimento de Messines esteve aberto numa quinta-feira, dia do protesto, quando deveria ter estado fechado, de acordo com a informação inicial, de que estaria a funcionar apenas às quartas-feiras… como aliás se pode confirmar nas datas apresentadas.









