Iniciamos o mês de maio com a celebração do Dia da Mãe e coincidentemente o Dia do Trabalhador. E quantas mães trabalhadoras fazem das tripas coração para poderem responder às exigências da vida profissional e estarem mesmo assim presentes nas vidas dos seus filhos, para lá do cumprimento das tarefas diárias de quem tem uma família a seu cargo. Não é uma regra, mas é bastante comum que a mãe seja uma das figuras mais importante das nossas vidas. Antes de tudo, elas são mulheres com identidades e gostos diferentes, mas se há uma semelhança é um amor difícil de entender, sendo capazes de superar e si e ao mundo, incontáveis vezes, pelo bem dos filhos.
Gerar, parir, criar, cuidar, amar,… ser mãe pode ser lindo, solitário, intenso, difícil e é para sempre. É viver entre o tal instinto materno, o amor incondicional, a responsabilidade compartilhada ou vivida sozinha. Entre as noites mal dormidas da maternidade real, a carga do cuidar e a carreira profissional. Entre o coração de mãe no qual “sempre cabe mais um” e o peso de querer – ou precisar – de dar conta de tudo sozinha. Mães de um, de dois, de três, mães solteiras, mães que podem contar com alguém, mães modernas, mães corujas, mães jovens, mães menos jovens, mães bravas, mães liberais ou tudo isso em uma só.
Entre tantas semelhanças e diferenças, cada uma vive a maternidade a seu jeito, com as dores e alegrias de trazer um novo ser ao mundo e conseguir que cresça de uma forma saudável e equilibrada, concretizando os seus sonhos (e também, mesmo que não claramente assumido, um pouco os sonhos delas). Sem manual, percorrem o caminho da maternidade, com certezas e muitas dúvidas, pensando se estarão a fazer o certo e o suficiente.
Mas, ser mulher não é condição necessária, suficiente e obrigatória para se ser mãe. Muitas sonham desde criança com essa possibilidade, outras não se imaginam nesse papel. E está tudo bem. Com as exigências do mundo de hoje, e com o assumir de uma carreira profissional, muitas mulheres consideram muito difícil conciliar a vida pessoal com a maternidade. Se há a maternidade idealizada, perfeita e incrível, também há a maternidade real, intensa e difícil.
Entre mudanças corporais, adaptações na vida pessoal e profissional, cobranças sociais inatingíveis e diferenças no casal, a maternidade para grande parte das mulheres pode ser tanto um período único e mágico, quanto desafiador e por vezes solitário “ficas dividida entre o que queres profissionalmente e teu dever e amor de mãe”, diz Camila, mãe de duas crianças.
A maternidade é uma nova relação que se constrói. Tornar-se mãe ou pai é transmitir uma determinada forma de estar, ensinar uma série de competências, mas também é aprender a escutar a criança e aprender com ela.
Permitam-me, penso que a autora também permitirá, partilhar o seguinte testemunho sobre ser mãe:
Ser mãe não é genética, é ALMA!
Ser mãe não é só dar à luz um filho… Ser mãe é dar amor, é ter paciência, é ser tolerante, é saber quando é sim e quando é não… Amar também é não!
Ser mãe é doação, é abdicar de algumas coisas e até anular-se noutras, mas sem se esquecer que para ser uma boa mãe é imprescindível existir, porque se nos anulamos completamente pelos filhos, fica difícil até mesmo para eles lembrar que se tem mãe, pois tão somente seremos a sua sombra e nada mais!
Ser mãe é ensinar os valores de tudo o que os cerca, não esquecendo nunca de deixar bem claro que o maior de todos os tesouros é a própria família, e nunca bens materiais!
Ser mãe é uma missão… E de todas a mais fundamental, pois nós mães somos formadoras de caráter! SER MÃE É UM DOM, não é questão genética, é ALMA!
Autora: Simone A. L. G.


