O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) deixa hoje, em publicação na sua página, uma questão aos portugueses: “Lembra-se de uma passagem do ano tão quente como a de 2021/2022?” E responde: “Na realidade, foram alcançados novos extremos da temperatura máxima”.
“Desde 1931 (últimos 90 anos) o mês de dezembro de 2021 foi na realidade o 4º mais quente (média da temperatura mínima e máxima) econsiderando apenas a temperatura máxima, dezembro de 2021 apresentou o 2º valor médio mais elevado desde 1931, tendo apenas sido ultrapassado por dezembro de 2015.”
Segundo o IPMA, “Nos dias 31 de dezembro 2021 e 1 de janeiro de 2022, em cerca de 15% das estações meteorológicas do Continente, foram ultrapassados ou igualados os anteriores máximos da temperatura máxima do ar (respetivamente de dezembro e janeiro).
As séries históricas não têm todas a mesma duração, pelo que as temperaturas máximas registadas nos dias de fim de ano e de ano novo correspondem a novos valores extremos em períodos de 20 a 80 anos.”
Alguns exemplos do dia 31 de dezembro:
– Neves Corvo – com uma máxima de 24.9 °C foi ultrapassado o anterior máximo de 24.7 °C numa série de 40 anos (dados desde 1983)
– Zambujeira – com uma máxima de 26.4 °C foi ultrapassado o anterior máximo de 24.9 °C numa série de 52 anos (dados desde 1970)
Alguns exemplos do dia 1 de janeiro:
Monção – com uma máxima de 23.8 °C igualou o anterior máximo numa série de 54 anos (dados desde 1968)
Neves Corvo – com uma máxima de 23.9 °C foi ultrapassado o anterior máximo de 22.0 °C numa série de 40 anos (dados desde 1983)
Estes dados irão constar do Boletim Climatológico a publicar em breve pelo IPMA.





