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Vão a julgamento ex-presidente e ex-diretora do Espaço Aberto, de Pêra

O ex-presidente da direção e a ex-diretora de serviços do Centro Social “Espaço Aberto”, Instituição Particular de Solidariedade Social, localizado em Pêra, são acusados pelo Ministério Público “pela prática de crimes de abuso de confiança qualificada, infidelidade, acesso ilegítimo, falsidade informática e furto”.

Numa nota divulgada hoje, dia 15 de julho, a Procuradoria da Comarca de Faro afirma que, segundo a acusação, entre janeiro de 2012 e junho de 2016, os arguidos retiraram do centro social, “por várias formas, várias dezenas de milhares de euros que gastaram em proveito próprio”.
“Com o dinheiro da instituição, terão também adquirido para si próprios bens de consumo, designadamente eletrodomésticos, no valor próximo de 10.000 euros. Além disso, ainda de acordo com a acusação, para que a contabilidade do centro social não refletisse o desaparecimento de verbas que retirou, num valor global próximo de 21.000 euros, a arguida entrou com palavras passe e nomes de utilizadores seus conhecidos no sítio internet da Autoridade Tributária e, sem conhecimento daqueles, emitiu em seu nome faturas-recibo fictícios.”

O inquérito foi dirigido pelo Ministério Público de Silves do DIAP de Faro, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.

Notícia da detenção
O processo que irá culminar no julgamento dos dois dirigentes da IPSS de Pêra foi desencadeado no dia 30 de maio de 2017, com a detenção dos dois suspeitos.
Na altura, o Terra Ruiva noticiava que os detidos, de 49 e 50 anos de idade, eram suspeitos de, “entre 2012 e 2016, no exercício de cargos dirigentes de uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sita na zona de Pêra, comprarem bens para si em nome da instituição, desviaram dinheiro desta para contas pessoais e usaram em exclusividade bens da referida IPSS. O prejuízo causado ascende a 95 000€.

O nosso jornal identificava também a referida IPSS, como sendo o Centro Social “Espaço Aberto”, criado pela Junta de Freguesia de Pêra para responder a necessidades da população, dispondo de creche, infantário, ATL e cantina social.

Posteriormente, o Terra Ruiva apurou que a investigação da Polícia Judiciária começou a partir de uma denúncia anónima. Além disso, após os referidos dirigentes terem deixado de exercer os seus cargos, também os novos órgãos sociais da instituição decidiram apresentar queixa no Ministério Público, quando se depararam com várias situações suspeitas.

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