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Sismo registado junto a Albufeira

Um sismo de magnitude 3.7 (Richter), com o epicentro localizado a cerca de 95 quilómetros a sul-Sudoeste de Albufeira, foi esta tarde (dia 13 de setembro), pelas 14h10, registado nas estações da Rede Sísmica do Continente.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera não há indicações de que o sismo tenha sido sentido pela população. Nas redes sociais há pessoas a contar que ouviram uma espécie de “trovão” mas não se sentiu nenhum abalo.

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Um Comentário

  1. A sismologia, face aos avanços registados noutras ciências, pode dizer-se que está ainda numa fase de desenvolvimento algo incipiente, em termos da fraca capacidade de previsão dos terramotos.
    É, contudo, uma ciência aliciante e desafiante, como tudo, aliás, o que se prende com os temas da Geologia, “latu sensu”.
    A Natureza mantém ainda no segredo dos deuses, como costuma dizer-se, o quando, onde e em que grau de intensidade decidirá desencadear os seus destrutivos sismos.
    A descoberta das Placas Tectónicas marcou, porém, um inegável avanço no conhecimento das zonas, onde, com maior eventualidade, esses fenómenos ocorrerão.

    Neste âmbito, a nossa província, o Algarve, regista a proximidade de um vizinho geológico, muito pouco amigo, escondido sob as águas do Atlântico, que tem sido réu confesso e pertinaz dos maiores desastres naturais, que a têm fustigado, ao longo dos séculos : o Banco Gorringe, um ilustre desconhecido para muitos de nós, mas não tanto pelos seus efeitos, situado a sudoeste do Cabo de São Vicente, a cerca de 200 quilómetros do mesmo, na nossa Zona Económica Exclusiva, constituindo, provavelmente, a maior montanha nacional, com os seus 5000 metros, a partir do fundo marinho – um enorme desfiladeiro ou, em linguagem mais consagrada, “canyon” -, até aos 25 metros abaixo da superfície marinha.

    Esta personagem regista, no seu activo, entre outros episódios destrutivos, muito possivelmente, também, o Terramoto de 1755, que destruiu Lisboa e a costa algarvia e comoveu meia Europa, tal a sua violência.
    Data do início do século XIV – altura em que foi iniciado o seu registo – a memória de vários terramotos, na zona meridional do território nacional, designadamente no Algarve, cuja origem é assacada a esta falha tectónica Açores-Gibraltar, que separa a placa Euro-asiática da placa Africana, o último dos quais de memória bem recente em todos nós, em 1969.

    O ditado diz “não há bela sem senão”, que, aqui, poderemos replicar, mas ao contrário, visto que o Banco Gorringe constitui um fantástico ecossistema, pela enorme diversidade de espécies, a que dá abrigo.
    A Natureza é assim : carece apenas que a compreendamos e a respeitemos na sua grandeza de mãe de todos nós, pelo que faz todo o sentido o princípio de que “se quiseres dominar a Natureza, deves obedecer-lhe”.

    Resta acrescentar que o Banco Gorringe deve o seu nome ao capitão Henry Gorringe, que o descobriu, em 1875, quando integrava uma expedição norte americana, que explorava as águas portuguesas.

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