Home / Vida / Pessoas / Apólitas de Armação de Pêra, Doce inovador apurado para as 7 Maravilhas Doces de Portugal

Apólitas de Armação de Pêra, Doce inovador apurado para as 7 Maravilhas Doces de Portugal

Na lista dos candidatos apurados para a fase inicial do concurso “7 Maravilhas Doces de Portugal”, destaca-se, na categoria de Doces de Inovação, um doce proveniente de Armação de Pêra – as Apólitas do Algarve.
À procura de um sabor novo, o Terra Ruiva foi até à Casa d’ Apólita, junto à Fortaleza de Armação de Pêra, para conhecer este doce, escolhido por 140 especialistas entre uma lista de 907 candidaturas, o maior número alguma vez alcançado neste concurso.

A Casa d’ Apólita, Doçaria e Cozinha, é uma “aventura familiar” que arrancou há quatro anos, depois de muitas conversas, discussões e experiências no seio familiar. A mãe, Maria Alexandra, trazia na sua bagagem pessoal o conhecimento de doces conventuais, por ter estudado num colégio de freiras, e passou esse conhecimento e gosto às suas filhas, Mónica e Cláudia.

Pouco a pouco, o projeto foi tomando forma. Partindo do princípio básico dos doces conventuais, “com ovos e doces”, foram fazendo experiências, com o objetivo de “criar a nossa receita e melhorá-la, até chegar ao ponto que pretendíamos” conta Mónica Pina. Assim, as duas irmãs foram trabalhando na receita, enquanto a família provava e dava opiniões. Trabalharam também no sentido de conseguir uma “apresentação diferente, com uma imagem diferente”. O pai, Manuel Pina, teve aqui um papel importante e num caderno de receitas do colégio que a mãe Alexandra guardava, encontraram uma assinatura que acabou por lhes dar o nome do doce “Apólita”, “ que “remete para nomes antigos” e cumpria o objetivo que tinham: “dar um nome que não fosse banal e que ficasse no ouvido”, como diz Paulo Tiago.

Cláudia Raquel, Mónica Pina, Paulo Tiago

Hoje, na Casa d’ Apólita, onde trabalham as confeiteiras Mónica e Cláudia e também Paulo Tiago, (marido de Mónica), é possível saborear este doce diferente que é apresentado numa espécie de caixinha redonda, coberta com uma massa de hóstia, decorada com a imagem de uma freira gorducha. Atualmente existem já três sabores distintos, o de amêndoa (o inicial), avelã e noz que se distinguem na aparência pelas “tampas” diferentes.
Começar um produto diferente e torná-lo conhecido e rentável, na base de uma “empresa familiar, pequenina e que vive com o encorajamento da família e dos amigos” tem sido uma tarefa difícil, daí que a nomeação para as 7 Maravilhas Doces de Portugal tenha sido muito gratificante para esta família.

“Nós conhecemos o nosso doce e confiamos no nosso produto e por isso o meu marido inscreveu-nos, mas sabíamos que era difícil. Quando soubemos que tínhamos sido nomeados, ficamos lavadas em lágrimas”, confessa Cláudia Pina.

“Nós sabíamos o potencial do nosso doce, ele está registado como doce regional algarvio, fizemos testes de qualidade e de durabilidade num laboratório, temos o feedback dos clientes mas tem sido difícil dar a conhecer a empresa e o produto, já tentamos muitas vezes e já ouvimos muitos nãos, esperamos que agora, com esta nomeação, fique um pouco mais fácil”, diz Mónica Pina.

Assim se espera que aconteça. As Apólitas do Algarve merecem ser conhecidas (palavra de quem provou e se encantou…)

Público decide quem ganha 

No dia 7 de maio, dia em que o nosso jornal saiu para as bancas do concelho,  com a publicação desta reportagem, foi conhecida a lista dos 140 doces que avançam para a segunda etapa do concurso. Do concelho de Silves, além das Apólitas, estava também a concurso o Morgado Algarvio, na categoria Doce de Colher e Doce à Fatia, (feito por produtor que o Terra Ruiva não conseguiu identificar). Nenhum destes doces foi apurado para a segunda fase do concurso.

No concurso que prossegue, estão agora incluídos 140 doces  que são votados pelo público em 20 programas de daytime, a emitir em direto pela RTP, nos meses de julho e agosto. De cada programa na RTP sai um pré-finalista que passa às semifinais.
Uma novidade desta edição é a existência de um Grande Júri, órgão de deliberação constituído por 7 figuras do espaço mediático, que será responsável pela repescagem de 8 candidatos que se irão juntar aos 20 pré-finalistas apurados pelo público, resultando numa lista de 28 pré-finalistas.
Os 28 pré-finalistas são divididos por sorteio pelas duas semifinais, nos dias 24 e 31 de agosto, dois programas em direto na RTP1, transmitidos em horário nobre. Em cada semifinal são apurados os 7 doces, aqueles que tenham mais votos contabilizados. Nesta fase os 7 elementos do Grande Júri assumem grande preponderância, comentando e provando os Doces.
A Gala Finalíssima decorre a 7 de setembro de 2019 e será transmitida pela RTP1, em horário nobre. Dos 14 finalistas apurados vão ser eleitos 7 doces pelos portugueses como 7 Maravilhas de Portugal®.

Nota: Como se compreende pela leitura do texto, a nossa reportagem na Casa d’ Apólita foi feita alguns dias antes do anúncio da lista de doces que passava à segunda fase do concurso. A lista foi revelada pela organização na terça-feira, dia 7, precisamente no dia em que o nosso jornal, em edição papel, foi distribuído. Por essa razão foram feitas pequenas alterações na segunda parte do texto.

Veja Também

Mãos que partilham, em São Bartolomeu de Messines

Um grupo de residentes estrangeiros criou, recentemente, em São Bartolomeu de Messines, uma associação de …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *