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A força dos pensamentos

Na primeira edição deste ano falámos da importância das escolhas que fazemos, nomeadamente das pessoas que escolhemos ter nas nossas vidas e da pessoa que queremos ser na vida dos outros, por forma a nos tornarmos em cada dia melhores pessoas e marcarmos de forma positiva quem nos rodeia. É sem dúvida através dos afetos que construímos relações positivas, é na forma como “lemos a vida” que lhe damos ou retiramos sentido.

 A vida está cheia de desafios e acontecimentos adversos que necessitam de encontrar um caminho de resolução. Os pensamentos, estereótipos e crenças irracionais que vamos adquirindo ao longo da existência, podem conduzir ao mal-estar psicológico, à exaustão e consequentemente a perturbações como a ansiedade e a depressão, retirando-nos a capacidade de viver de forma plena. As perspetivas que temos sobre o mundo podem tornar-nos vulneráveis. Quando conseguimos alterar a nossa mente, somos capazes de desfrutar do que nos rodeia, somos capazes de amar e deixar que sejamos amados.

A personalidade é formada por um conjunto de características, mas também por um conjunto de aprendizagens que vamos fazendo ao longo do nosso percurso. Nesta lógica, todos podemos mudar, todos podemos aprender a ser mais fortes, pois a aprendizagem acontece quando transformamos a nossa forma de pensar. Como dizia o filosofo Epicteto” Não é o que nos acontece que nos afeta, mas aquilo que dizemos acerca do que nos acontece”.

Os pensamentos negativos, geram emoções negativas; os pensamentos positivos, geram emoções positivas. Assim, podemos tornar-nos emocionalmente mais fortes se alterarmos a forma de pensar sobre as coisas, aprendendo a olhar sobre ângulos diferentes, e não de forma linear e baseada em estereótipos e crenças irracionais, como se fossem verdades absolutas. Os pensamentos medeiam os acontecimentos exteriores e os efeitos emocionais. A interpretação que cada um faz dos acontecimentos leva ao equilíbrio ou desequilíbrio emocional, pois perante um mesmo evento temos reações completamente diferentes. O diálogo interno que se estabelece face ao evento marca a diferença e vai determinar as emoções e consequentemente o comportamento. Assim, o passo para o equilíbrio é alterar este diálogo interno.

Sabemos que por detrás de uma emoção negativa se encontra sempre um pensamento pessimista. As pessoas facilmente perturbáveis têm sempre este tipo de pensamentos presentes; as pessoas emocionalmente fortes, afastam estes pensamentos e este diálogo interno negativista, pois percebem que são ideias exageradas, que não resolvem nada e geram mal-estar. Cada situação deve ser ponderada de forma adequada e realista. Estruturas psíquicas desequilibradas, acabam por esgotar o corpo, que começa a dar sinais desse mal-estar. É fundamental parar e escutar a linguagem do corpo, pois ele dá sinais cedo, podendo ser veemente na sintomatologia por forma a se fazer ouvir.

Aprender a “ler” a linguagem do corpo e agir sobre pensamentos e crenças irracionais, torna-se fundamental para prevenir estados de desequilíbrio e promover a saúde e bem-estar emocional.

 Para nosso bem-estar emocional, precisamos sentir que pertencemos e que aqueles a quem pertencemos querem que pertençamos a eles e eles a nós.
Se não experimentamos isso bem cedo, sentimos-nos perdidos mesmo que estejamos no meio de muitas pessoas.
”  Marcio Silva Approbato                  

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