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Mobilizar a região do Algarve em torno do direito a uma alimentação adequada para todos

No âmbito do projeto-piloto Observatório Regional de Segurança Alimentar do Algarve (ORSAA), decorreu no dia 25 de junho, na Universidade do Algarve, um seminário que destacou a importância das questões do direito a uma alimentação saudável e acessível e como os princípios da Dieta Mediterrânica podem ajudar a ultrapassar os riscos identificados.

Esta preocupação esteve patente desde o início, nas intervenções da mesa de abertura, composta por: Paulo Águas, reitor da Universidade do Algarve; Artur Gregório, presidente da In Loco; Jorge Botelho, presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve; Carlos Baía, vereador da Câmara Municipal de Faro; Margarida Flores, diretora do Centro Distrital de Faro do Instituto da Segurança Social, I.P.; Teresa Sancho, em representação do diretor da Administração Regional de Saúde do Algarve; e Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), da Direção-Geral da Saúde.

Segundo o comunicado divulgado pela organização,  «durante a manhã as políticas públicas estiveram em destaque, com o estado-da-arte do conhecimento sobre este tema, tendo Maria João Gregório (DGS) apresentado o balanço sobre a ”Insegurança Alimentar em Portugal e na Europa”.

Maria Palma Mateus (Ualg) alertou para a situação da “Segurança Alimentar no Algarve: presentação dos resultados do estudo sobre a (in)segurança alimentar dos agregados familiares residentes no distrito de Faro” e o diretor do PNPAS, Pedro Graça (DGS) sublinhou a importância de “As políticas públicas de combate à insegurança alimentar”. A intensa manhã terminou com um exemplo de estratégia municipal, pelas palavras de Ricardo Moreira (C.M. Lisboa), sobre “As políticas e as boas-práticas de alimentação saudável e acessível no Município de Lisboa”.

A parte da tarde foi dedicada às boas-práticas e exemplos inspiradores, iniciada por Inês Morais e José Alves (C.M. Torres Vedras), com o projeto “As cantinas escolares no município de Torres Vedras”. A implementação dos princípios da Dieta Mediterrânica no mundo corporativo foi a missão de Catarina Soares de Oliveira (NUTRIMEIO), apresentada na comunicação “As empresas e a promoção da alimentação adequada”.

Continuaram os trabalhos, com a apresentação do Observatório Regional de Segurança Alimentar – pela equipa da Associação In Loco, UAlg e da agência de comunicação NUTS Branding – que destacaram os objetivos, a parceria de suporte deste projeto e que fizeram o balanço dos produtos e resultados atingidos após os primeiros dez meses de trabalho na região:

  • Estudo sobre a Insegurança Alimentar e adesão à Dieta Mediterrânica;
  • Sessões de capacitação de técnicos e sessões práticas de educação alimentar para agregados, em todos os municípios do Algarve;
  • Campanha de comunicação “O Prato Certo”;
  • Kit de Sensibilização e Educação Alimentar, constituído por um Vídeo, um Guião de sessões de educação alimentar e um Livro de Receitas “O Prato Certo”;
  • Plataforma online que estará disponível em breve no endereço www.pratocerto.pt .

A concluir os trabalhos, foram partilhadas as experiências de intervenção direta de Ana Filipe, no Município de Loulé e o testemunho emotivo de Ana Custódio, uma das muitas pessoas envolvidas nas diversas atividades realizadas pelo Observatório.

No final do evento, os participantes puderam degustar algumas das receitas apetitosas, saudáveis e acessíveis do livro apresentado na sessão, proporcionando um agradável momento de convivialidade mediterrânica, um dos princípios fundadores desta dieta. Além de interessados pelo tema, atenderam a este seminário representantes de instituições de natureza diversa tais como IPSS’s, técnicos das respetivas áreas competentes de vários municípios, Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural – Rede Rural Nacional e Ministério da Saúde – Direcção geral de Saúde.

O seminário foi promovido pela Associação In Loco e pela UAlg, em parceria com a Direcção Geral de Saúde, Administração Regional de Saúde, Comunidade Intermunicipal do Algarve e o Instituto da Segurança Social, I.P. – Centro Distrital de Faro.»

 

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