Home / Sociedade / Lazer / Pirate Week 2017- Evento sai de Armação de Pêra

Pirate Week 2017- Evento sai de Armação de Pêra

A praia da Senhora da Rocha, em Lagoa, foi o local escolhido para a edição 2017 do Pirate Week, que nos últimos três anos se realizou em Armação de Pêra.
Após algum impasse, durante o qual nada foi revelado sobre a realização do evento, a associação Polis Apoteose anunciou a mudança de local e as novas datas: 21 a 25 de julho.
Pelo meio fica um rasto de polémica envolvendo várias entidades.

O Pirate Week 2017, evento organizado pela associação Polis Apoteose em conjunto com a Junta de Freguesia de Armação de Pêra, foi inicialmente marcado para os dias 30 de junho a 4 de julho.
A data tinha sido escolhida pela organização e pela Clã- Associação de Comerciantes de Armação de Pêra que contestava que o Pirate Week se realizasse no mês de agosto, quando a afluência de turistas é maior. Defendia a Clã que o festival se fizesse para atrair pessoas que não estão habitualmente em Armação de Pêra.
Após este acordo, quando tudo indicava que o festival estava a ser organizado – na página oficial do evento ( no Facebook) surgiu mesmo um anúncio (a 23 de maio) indicando que faltavam 24 horas para a divulgação das datas do festival, nada aconteceu.
A 6 de junho, o presidente da Junta de Freguesia de Armação de Pêra, Ricardo Pinto, divulgou uma Nota Informativa, na qual avisava que o Pirate Week 2017 corria o risco de não se realizar, devido ao atraso da Câmara Municipal, na emissão das licenças municipais.
Ao que a Câmara Municipal respondeu com um comunicado para contrariar as “omissões, lapsos e inverdades” a respeito da organização e realização do evento.
Segundo o presidente da Junta de Armação de Pêra, o problema estaria a ser causado pela Câmara que não teria dado resposta em tempo útil aos “requerimentos apresentados pela ANDARTE, em parceria com a Polis Apoteose, à CMS a 18 de Maio de 2017, para deliberação, em reunião de Câmara Municipal de Silves, dado que é este o órgão que tem competência para decidir sobre a emissão das licenças municipais indispensáveis à realização do PIRATE WEEK 2017”.
Entretanto, a Polis Apoteose já tinha alterado as datas do evento, mudando para os dias 12 a 16 de julho, e mesmo estava “seriamente comprometido”, dizia a Junta na sua nota.

Câmara de Silves diz que Polis Apoteose não pediu as licenças
Uma versão diferente é apresentada pela Câmara Municipal que confirma ter recebido no dia 18 de maio um requerimento para as licenças municipais para a realização do Pirate Week 2017, com isenção de pagamento de taxas, mas que o referido pedido foi feito por “uma associação de artesãos de Matosinhos, denominada Andarte, apresentando datas que nada tinham a ver com aquelas que foram acordadas entre a Polis Apoteose e a Clã- Associação de Comerciantes de Armação de Pêra”.
Adianta a Câmara que, logo a 22 de maio, “um dia útil” após a apresentação do pedido da Andarte foi a associação notificada para apresentar os seus estatutos, para se verificar se poderia beneficiar da isenção do pagamento de taxas, “à luz do quadro legal aplicável”, tendo-se verificado que tal não era possível. Assim, diz a Câmara, a 7 de junho, notificou-se “com urgência” a Andarte e a Polis Apoteose para que fosse a associação de Armação de Pêra “ a tomar a iniciativa de requerer a emissão das licenças, tal como fizera em anos anteriores”.
O que não aconteceu – facto que a autarquia considera “estranho” e “inexplicável”.
Para a Câmarade Silves “se o Pirate Week é um evento de Armação de Pêra, que é realizado para beneficiar a vila” é legitimo querer conhecer as razões para que “surja uma associação de artesãos de Matosinhos a organizar” o Pirate Week , ou a razão para serem apresentadas datas para a realização do evento diferentes das que tinham sido acordadas com os comerciantes locais.

Contas por apresentar
As questões financeiras que rodeiam a realização das várias edições do Pirate Week são também um elemento a considerar nesta bizarra história que tem vindo a ser contada pelas várias partes.
Recorde-se que na edição de abril do nosso jornal, se dava conta dos pedidos da Câmara Municipal, desde setembro de 2016, para que a Polis Apoteose apresentasse, por escrito, as informações financeiras relativas às várias edições do evento, bem como os regulamentos do mesmo, informações que o Município solicita a todas as associações a que presta apoio. No caso deste evento, afirma a autarquia ter prestado todos os apoios necessários e indispensáveis, com particular destaque para a isenção do pagamento de taxas municipais devidas pela ocupação do espaço público, que ascenderam a cerca de 20 mil euros.
Estes elementos financeiros têm sido solicitados à Polis Apoteose, mas ainda não foram prestados. Uma situação que tem sido também debatida e comentada no fórum público…

Novos Mundos
Entretanto, foi anunciado que o Pirate Week 2017 – Em busca de Novos Mundos tem lugar entre 21 a 25 de julho, “no cenário idílico da Senhora da Rocha”.
“O Pirate Week é um lugar onde História e Fantasia se encontram num festival de cinco dias que recria o imaginário de diversão e aventura do imaginário pirata para toda a família. No Pirate Week 2017 irá encontrar não apenas uma excitante nova narrativa numa nova paisagem, mas também os verdadeiros e deliciosos sabores dos bons velhos dias e ainda os tesouros reais dos mestres artesãos e joalheiros”, afirma a organização.
Na sua página oficial, a organização fala de um “novo modelo organizacional” sendo o evento agora promovido pela Polis Apoteose em co-organização com a Junta de Freguesia de Porches e a Câmara Municipal de Lagoa e outras entidades. Agradece ainda o empenho especial de Ricardo Pinto, na qualidade de presidente da Junta de Freguesia de Armação de Pêra para que o Pirate Week pudesse continuar a realizar-se na Baía de Armação de Pêra.

Veja Também

Feira Medieval de Silves já tem os preços definidos e uma novidade

A XV Feira Medieval de Silves já tem os preços de todos os seus eventos …

3 Comentários

  1. Primeiro a isenção era de 11 mil agora já é de 20 mil… ganhem juizo, a lei só obriga a que cedam as licencas. Se o fizeram é pporque são obrigados a tal… não venham com o discurso de coitadinhos que “ajudam” porque dao as licenças. E já agora, o facebook não é um fórum publico, é uma rede social onde toda a gente comenta mesmo sem ter conhecimento para tal… E já agora, venham fazer os piratas aqui na figueira da foz, porque serão bem melhor recebidos. Tenho acompanhado o processo ao longe e digo-vos, o que começou isto tudo foi aquele abaixo assinado, pedindo que “não aceitassem a realização do pirate week” agora não atirem areia prós olhos dos turistas como eu, a dizer que nunca tiveram contra. Acho que sempre tiveram contra. E isso vê-se!

    • Tenho visto e observado com bastante curiosidade o desenrolar de esta história, mas pelos vistos está tudo muito bem camuflado os interesses da associação como o interesse da junta com uma organização de matosinhos.

    • Talvez a nossa notícia tenha induzido em erro, mas os 20 mil euros de que se fala, são o total da verba, e não apenas referente a uma edição. Fica feito o esclarecimento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *