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Uma história de amor

Nesta edição gostaria de partilhar com os leitores mais uma história. É uma história de Amor e ao mesmo tempo do valor de uma Mulher (em março celebramos a Mulher) na vida de um homem. Acabamos de deixar para traz o mês de fevereiro, mês dos namorados, mês em que pelo menos naquele dia as pessoas se lembram de quem está ao seu lado, ou pelo menos cumprem a formalidade do dia. Mas será que damos verdadeiramente valor a quem partilha o nosso dia-a-dia? Somos gratos e mostramos a nossa gratidão?

“Um senhor de bastante idade chegou a um consultório médico, para fazer um curativo na mão, na qual havia um profundo corte. E muito apressado pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso.
O médico que o atendia, curioso, perguntou o que tinha de tão urgente pra fazer.
O simpático velhinho disse-lhe que todas as manhãs ia visitar a sua esposa que estava em tratamento numa clínica, com Alzheimer em fase muito avançada.
O médico, preocupado com o atraso no atendimento, disse:
– Então hoje ela ficará muito preocupada com sua demora?
O velhinho respondeu:
– Não, ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos que não me reconhece.
O médico então questionou:
– Mas então para quê tanta pressa em vê-la todas as manhãs, se ela já não o reconhece?
O velhinho então deu um sorriso e, batendo de leve no ombro do médico, respondeu:
– Ela não sabe quem eu sou… Mas eu sei muito bem quem ela é!
O médico teve que segurar suas lágrimas enquanto pensava.
O verdadeiro AMOR não se resume ao físico, nem ao romântico…
O verdadeiro AMOR é a aceitação de tudo que o outro é…
De tudo que foi um dia… Do que será amanhã… e do que já não é mais!”

A vida passa, as memórias ficam. A forma como vivemos e amamos os outros, como retribuímos em cada dia o que recebemos, como damos sem esperar nada em troca, que não seja o mesmo afeto que colocámos no ato de dar, fará parte do nosso legado.

O verdadeiro Amor, não está nos objetos que se dão, mas no coração de quem dá!

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