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Estabelecimentos Teófilo Fontainhas Neto é a Melhor PME no Sector da Distribuição Alimentar

Os Estabelecimentos Teófilo Fontaínhas Neto, empresa de longa tradição de S. Bartolomeu de Messines, foi distinguida pela Revista Exame como a Melhor PME no Sector da Distribuição Alimentar.
Esta distinção surgiu no quadro da 22ª edição de seleção das 1000 Melhores Pequenas e Médias Empresas do País e a cerimónia de entrega de prémios decorreu no dia 16 de dezembro.
Entretanto, surgiram várias reações de felicitações a esta empresa e ao seu responsável, o empresário Vítor Neto, entre as quais se destaca a mensagem do presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, da Câmara Municipal de Silves e também da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu de Messines que se congratulou “ com a distinção e felicita a administração da empresa pela honrosa preeminência”. “Hoje, tal como há 77 anos, os Estabelecimentos Teófilo Fontainhas Neto, S.A. continuam a elevar o nome de São Bartolomeu de Messines no Algarve, no país e além-fronteiras. Obrigado Dr. Vítor Neto!”, escreve a Junta de Freguesia.

O empresário Vítor Neto recebendo o prémio

Também o Terra Ruiva felicitou a empresa e o seu responsável, Vítor Neto, que nos prestou um depoimento sobre a forma como recebeu este prémio e como perspetiva o futuro desta empresa tão importante para Messines e para o Algarve em geral.

Como recebeu este Prémio?
Devo confessar que, para mim, foi uma surpresa receber a informação, por parte da Revista Exame, de que a nossa empresa tinha sido distinguida como a Melhor PME no setor da Distribuição Alimentar em Portugal, no quadro da 22ª edição de seleção das 1000 melhores Pequenas e Médias Empresas.
É o corolário do trabalho que temos vindo a desenvolver, não com o objetivo de recebermos distinções, mas para projetar a empresa para o futuro, de forma a poder continuar a ser um importante empregador e uma referência para S. Bartolomeu de Messines.
Trata-se de um Prémio prestigiado organizado todos os anos pela Revista Exame e que resulta, não de uma qualquer candidatura, mas da seleção das empresas feita na base de uma análise dos seus dados económicos e financeiros. Essa análise e seleção é feita pelas consultoras internacionais Deloitte e Informa D&B Portugal na base dos indicadores de avaliação mais importantes, nomeadamente: VAB por vendas, rentabilidade dos capitais próprios, rentabilidade do ativo, rentabilidade e crescimento das vendas, liquidez geral e solvabilidade. Não imaginávamos estar a ser analisados. Daí a surpresa.

Como encara este acontecimento?
Com emoção e satisfação. Mas também reconhecimento. Desde logo porque a nossa empresa foi fundada por Teófilo Fontainhas Neto, meu pai, em 1940, há 77 anos, ainda eu não tinha nascido.
O mérito vai em primeiro lugar todo para ele. Porque deu vida e corpo a uma empresa extraordinária e gerou uma cultura de valores que permitiram que ela se fosse adaptando e ganhando nova vida ao longo dos anos.
Em segundo lugar o mérito é de todos os que trabalharam e deram muito das suas energias e da sua vida pela empresa. Sem eles a empresa não existiria. Penso que terão sido, nestas sete décadas, milhares de trabalhadores e suas famílias. Até pais e filhos.
Este prémio também lhes pertence e é por isso que tenho muita honra em partilhar com todos eles este momento de satisfação.
Este prémio é também mérito desta terra S. Bartolomeu de Messines e dos seus filhos, que sempre acarinharam a empresa, que manteve aqui as suas instalações, numa homenagem ao seu fundador e na convicção da sua importância social.

A que se deve a longevidade da TEÓFILO?
Deve-se em primeiro lugar à capacidade de compreender as alterações estruturais da economia ao longo de décadas e de alterar e adaptar a estratégia e os objetivos de negócios da empresa às novas realidades. A economia nos anos sessenta nada tinha a ver com o pós guerra ou com as alterações que se seguiram ao 25 de Abril, com a conquista da Liberdade e o fim da guerra colonial. E hoje, a economia já tem pouco a ver com o quadro de há 15-20 anos. Pense-se no fim da indústria e das exportações da amêndoa e do figo. Pense-se no abalo provocado pelas grandes superfícies no comércio alimentar. Veja-se quantas empresas desapareceram.
A empresa Teófilo Fontainhas Neto com muito esforço, sem dúvida, teve que alterar e até eliminar negócios. Tivemos a lucidez de nos adaptar às novas realidades, reestruturando a empresa, concentrando atividades, modernizando e racionalizando as estruturas de funcionamento. Foi este o segredo.
Fê-lo muitas vezes sozinha e contrariando outras opiniões até de colegas de atividade, enfrentando resistências e a falta de apoio de poderosos agentes comerciais e financeiros do país. Fê-lo mesmo sentindo-se impotente perante as políticas erradas de governos que abriram espaço e facilitaram a vida a grandes grupos em expansão na área da distribuição e desprezaram por exemplo, com as políticas da União Europeia, a agricultura e a agroindústria. Deixamos de produzir, por exemplo, figos e amêndoas em quantidades que possibilitassem a sua industrialização.

Como vê a situação atual e as perspetivas de futuro da TEÓFILO?
Todos nós, cidadãos, percebemos que estamos a entrar num período de instabilidade e incerteza a nível internacional. Não sabemos as consequências da nova política americana, não temos certezas sobre o futuro da União Europeia… Se este quadro se agravar, Portugal – pequena economia e com debilidades económicas e financeiras – pode vir a ter que enfrentar novas dificuldades. E o Algarve também.
Portanto podemos ter que adequar novamente as nossas empresas, não só a Teófilo, a essa realidade. Temos que pensar já hoje e ganhar coragem e energias para enfrentar essa eventual situação. O que exige inteligência, esforço de análise e sangue frio.
A TEOFILO FONTAINHAS NETO está atenta pois atua em setores sensíveis, na área da distribuição alimentar e principalmente de bebidas, e de transformação industrial e exportação na área da alfarroba.

Claro, tudo será mais fácil se o país tiver uma estratégia económica acertada. Nacional e regional. E isso não se faz só com palavras. Importa conhecer as realidades das regiões, dos diferentes setores e das empresas e mobilizar energias para uma ação comum! Mas isso é política… Claro que é! E os empresários também têm que estar presentes nessa frente.
Pelo meu lado como empresário do Algarve e com a sua base em S. Bartolomeu de Messines, como dirigente empresarial regional e nacional, e como cidadão, não fugirei às minhas responsabilidades e estarei nessa luta como estive em todas as outras.

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