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Cadeados nos portões da EB 2.3 João de Deus, em Messines, contra a falta de professor

Um grupo de mães de alunos do 9º ano colocou hoje de manhã cadeados nos portões da EB 2.3 João de Deus, em S. Bartolomeu de Messines, como forma de chamar a atenção para o problema que está a afetar vários alunos desta escola que, desde o inicio do ano letivo, se encontram sem aulas de Português.

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Particularmente afetados são os alunos do 9ºB, uma vez que terão exame nacional à disciplina, no final do ano. E como o farão, se quase não tiveram aulas, nem fizeram nenhum teste durante este período que termina já no final da semana? Esta é a grande preocupação das mães que organizaram o protesto, a qual é partilhada pelos alunos.

 

 

 

 

“Durante três semanas, a professora bibliotecária ofereceu-se para nos dar aulas, e demos dois contos, mas nenhuma matéria e este ano temos exame, estamos preocupadas”, dizem-nos Beatriz e Chiara, duas das alunas que encontramos na primeira linha do protesto.
Além da referida turma do 9º ano, existem ainda duas turmas do 8º ano abrangidas pela mesma situação.protesto-3-site
O problema surgiu quando o professor colocado no início do ano letivo abandonou o lugar. A partir daí, o Agrupamento de Escolas de Silves tem feito concursos mas, apesar de ser um horário completo, não tem conseguido que nenhum professor fique na escola. Uma situação que o Agrupamento não pode evitar já que, legalmente, é obrigado a ir abrindo sucessivos concursos para preencher esta vaga.
Esta situação é entendida pelos encarregados de educação, mas consideram que já esperaram o suficiente para que a Direção Regional de Educação ou o próprio Ministério da Educação tomasse alguma providência e exigem que o problema seja resolvido até ao início do segundo período de aulas.

No local esteve também a vereadora da Cultura e da Educação, da Câmara Municipal de Silves, Luísa Conduto Luís, que se juntou por algum tempo aos encarregados de educação, sublinhandprotesto-6-siteo que esta é uma questão na qual a autarquia não pode intervir, pois não tem qualquer competência na matéria, mas mostrou-se solidária com as razões do protesto.

A concentração de alunos e encarregados de educação manteve-se até perto das 9h15, altura em que os Bombeiros de Messines, chamados a intervir pela GNR, quebraram os cadeados nos portões, entre assobios e protestos dos alunos.

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