Um grande incêndio às portas de Silves, um outro junto a S. Marcos da Serra e um susto no parque de autocaravanas em Armação de Pêra marcaram aquela a que se dá o nome de “época crítica de incêndios”.
Esse período mais critico já terminou mas as altas temperaturas que se fazem ainda sentir fez com que a época de incêndios fosse prolongada até ao dia 15 de outubro.
Num verão excecionalmente quente, este ano ficou marcado por uma grande ocorrência de incêndios significativos que fizeram com que a área ardida fosse mais de três vezes superior à dos últimos anos.
No Algarve, o grande incêndio ocorrido em Monchique foi o mais significativo. Mas também no nosso concelho se registaram dois grandes incêndios.
O primeiro foi no dia 8 de agosto, num fogo que começou na Perna Seca, ainda na freguesia de S. Bartolomeu de Messines e progrediu pela freguesia de S. Marcos da Serra, levando à evacuação de pessoas e a momentos de grande tensão. Centenas de bombeiros e meios aéreos foram envolvidos no combate ao fogo. No final, foi possível salvar toda a gente e as habitações, mas para trás ficaram 1766 hectares de total destruição.
Também em Silves, foram vividos momentos de grande tensão e preocupação quando, na noite de 8 de setembro, o fogo rondou a cidade e vários locais próximos. O incêndio deflagrou cerca das 21h, no sítio do Almarjão e progrediu até à cidade.
Por volta da uma da manhã, chegou-se até a equacionar a possibilidade de evacuar o Estabelecimento Prisional de Silves, quando o fogo se aproximou muito perto dessa zona e do Bairro Caixa d’Água. Uma situação que fez lembrar a muitos silvenses os grandes fogos de 2003.
A área ardida neste fogo foi de 250 hectares.
No mesmo dia já tinha havido um fogo de menores dimensões no Caniné, e no dia anterior um outro em Odelouca. Estes fogos, deflagrados na mesma altura em que o grande incêndio de Monchique concentrava todos os esforços, obrigaram a uma dispersão de meios e levantaram muitas dúvidas quanto à sua origem.
Já em Armação de Pêra, no dia 28 de agosto, um fogo que começou numa autocaravana que se encontrava estacionada no parque de estacionamento junto à praia, lançou o pânico entre os muitos autocaravanistas que se encontravam no local. Mas os próprios conseguiram salvar as suas viaturas e o fogo apenas atingiu a autocaravana que lhe deu origem e uma zona de mato envolvente.
Nos relatórios provisórios que se encontram publicados dá-se conta que no Algarve se registaram neste verão 10 “grandes incêndios” ( com áreas ardidas superiores a 100 hectares), e 170 fogachos, que resultaram numa área ardida perto dos 6500 hectares. Números que irão aumentar quando se fizerem as contas totais.









