O Museu da Cortiça, instalado na Fábrica do Inglês, em Silves, irá reabrir as suas portas no dia 4 de julho.
A notícia da reabertura foi avançada nas redes sociais por Erik de Vlieger, o proprietário da empresa que adquiriu a Fábrica do Inglês, em abril do ano passado.
Após esta aquisição, começaram os trabalhos de limpeza e de avaliação das condições em que se encontravam os edifícios e o recinto, tendo este empresário holandês assumido que a prioridade seria a de reabrir quanto antes o Museu da Cortiça. O que está a ser feito “em colaboração com o Professor Doutor Jorge Custódio e equipa Antrix, Carvoeiro Branco da Fábrica do Inglês”, afirma. “No entanto, será uma maratona”, acrescenta.
Os trabalhos de recuperação e de preparação para a reabertura deste museu, que encerrou em 2009 após a falência do grupo Alicoop/Alisuper, estão a ser conduzidos por Jorge Custódio. Este professor, arqueólogo e historiador, investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova, é também o fundador da Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial (APAI) e está na origem de vários museus industriais, como o Museu dos Lanifícios e o Museu da Fábrica de Rolhas de Cortiça. É apontado pelos seus pares como o “pai” da arqueologia industrial” . Dirigiu o Projeto Municipal da Candidatura de Santarém a Património Mundial (1994-2002).
Além da recuperação do museu, os atuais proprietários do complexo da Fábrica do Inglês divulgaram, em setembro de 2025, o projeto de reabilitação que têm para este espaço, o qual prevê a reabilitação dos edifícios históricos, com destaque para o icónico chalet do século XIX que será uma casa de chá, e a criação de uma unidade hoteleira de charme, com 50 quartos, que deverá criar 80 postos de trabalho. O investimento ronda os 25 milhões de euros, prevendo-se que as obras iniciem ainda este ano e sejam concluídas em 2029.







