O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve alerta a população para o agravamento do estado do tempo nas próximas 48 horas e para as medidas preventivas que devem ser tomadas.
De acordo com o comunicado do CREPC do Algarve, o Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para as próximas 48 horas, a ocorrência de precipitação forte e muito frequente, acompanhada de vento até 30 km/h com rajadas até 80 km/h nas terras altas, com possibilidade de fenómenos extremos de vento e de trovoada.
De acordo com a informação disponibilizada pela APA, podem ocorrer variações significativas dos níveis hidrométricos nas zonas historicamente mais vulneráveis, hoje (10 OUT) e amanhã (11 OUT):
- Ribeiras do Algarve
Sotavento – Poderá ocorrer uma subida de caudais afluentes a Albufeira, Faro, Tavira;
Barlavento – Poderá ocorrer uma subida de caudais afluentes a Aljezur.
Efeitos Expectáveis
Os episódios típicos das estações de transição, com a ocorrência das primeiras chuvas, são propícios:
– À ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;
– A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
– Ao arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.
A morfologia do solo e a hidrografia do Algarve proporcionam enxurradas, cheias e inundações, sempre que se verifiquem chuvas muito intensas e prolongadas;
A existência de uma linha de costa extensa, e já por si fragilizada, pela aceleração do processo erosivo, implica especial cuidado face aos efeitos destrutivos dos fenómenos de inundações e galgamentos costeiros;
As primeiras precipitações, que desencadeiam por vezes ocorrências sem grande impacto, poderão revelar-se, no seu conjunto, de maior gravidade, em especial no domínio dos acidentes rodoviários e inundações urbanas.
Medidas Preventivas e de Autoproteção
A redução do eventual impacto destes efeitos depende, também, da adoção de comportamentos adequados, pelo que, em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, recomenda-se:
– A desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
– Fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outros elementos suspensos;
– Especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
– Uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias, restringindo as deslocações ao mínimo essencial;
– Que não sejam atravessadas zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
– Uma atenção redobrada às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.
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