A Infraestruturas de Portugal tem aberto um concurso público para Empreitada de Linha do Sul e alargamento da Estrada Municipal, (Bairro do Furadouro), na freguesia de São Bartolomeu de Messines.
O preço-base é de 600 mil euros.
A concretização desta obra poderá vir a resolver os problemas existentes nesta estrada municipal, frequentemente apontada como perigosa, quer para viaturas, quer para peões.
Em 2018, os deputados do Bloco de Esquerda, João Vasconcelos e Heitor Sousa, questionaram o Ministério do Planeamento e Infraestruturas, sobre a perigosidade da estrada do Furadouro, na freguesia de São Bartolomeu de Messines. No seu documento, que o Terra Ruiva publicou, sublinhavam que a referida estrada municipal tem uma passagem muito estreita, que não permite o cruzamento de viaturas, junto à capela de S. Pedro, num percurso de cerca de 100 metros, caracterizado por uma lomba muito acentuada (subida e descida muito inclinadas) que retira a “completa visibilidade aos condutores”.
“Trata-se de um percurso bastante perigoso e onde já ocorreram diversos acidentes. Por outro lado, quando as viaturas se encontram no cimo da lomba, os condutores têm de recorrer a manobras difíceis e perigosas, fazendo marcha atrás durante trajetos extensos”.
Nesta estrada circula “trânsito com uma certa frequência, pois além de servir os residentes da área e zonas limítrofes, é a via que dá acesso à Barragem do Funcho”.
Para o BE, “a situação da via estreita pode ser resolvida com o recurso a sinais luminosos (semáforos), ou então procedendo ao seu alargamento ao longo da linha férrea, como estava previsto em 2004, mas nunca concretizado pelas entidades competentes”.
A falta de soluções, apesar de muitas reclamações dos moradores da zona, levou também o presidente da Junta de Freguesia de S. Bartolomeu de Messines, à época, João Carlos Correia, a defender a colocação de semáforos neste troço da estrada, considerando ser esta a solução mais viável e económica para resolver a situação de perigo que existe no Furadouro e que já resultou em vários acidentes, alguns dos quais com gravidade.
Esta situação foi criada com a supressão da passagem de nível do Furadouro e, logo na altura, em 2003, os moradores levantaram esse problema dizendo que as obras da REFER, iriam criar “mais um troço de alto risco e sem margem de alargamento, dada a sua apertadíssima localização ainda mais rente à linha e ladeado por uma incrível e perigosa escarpa, mesmo a pique, onde se encontra a capela”.
Mais tarde, a REFER veio falar no alargamento da via, (para o lado da linha férrea) e na construção de uma passagem superior para peões, mas nem uma obra nem outra foram executadas.







