Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Aos novos autarcas: um mandato complexo e extremamente exigente num “aterrador mundo novo”
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Opinião

Aos novos autarcas: um mandato complexo e extremamente exigente num “aterrador mundo novo”

Aurélio Cabrita
Última Atualização: 2021/Set/Seg
Aurélio Cabrita
5 anos atrás
PARTILHE

Aos novos autarcas, quadriénio 2021-2025: um mandato complexo e extremamente exigente num «aterrador mundo novo»
O país prepara-se, por estes dias, para mais um novo ciclo autárquico, agendadas que estão as eleições para o próximo dia 26 de Setembro. Quando a pandemia parece dar tréguas, diante a vacinação e sem novas mutações no vírus, eis que a natureza tem presenteado a Europa e o mundo com a sua fúria, patente em fenómenos extremos raros. Importa referir que as alterações climáticas não nos trazem fenómenos novos, mas tão somente o aumento da sua frequência, com consequências incalculáveis em termos sociais e económicos.

O Algarve, como todo o Mediterrâneo, situa-se numa área crítica a esse nível, por conseguinte é urgente prepararmo-nos para essa realidade, para a qual não há vacina que nos salve. O clima «benigno» que conhecíamos já não existe. Invernos cada vez menos chuvosos, verões com temperaturas anormais, chuvas torrenciais, com cheias e inundações, incêndios e a erosão dos solos, ou mesmo as tempestades oriundas do mar, sem esquecer a imparável subida deste último. Hoje, mais que nunca, é necessário ter presente na tomada de decisão o conhecimento científico, enquanto luz omnipresente, que deve guiar a nossa existência no planeta.

Esta nova realidade impõe desde logo a tomada de medidas de forma a minimizar o impacte das alterações climáticas na vida de cada um de nós. Temos de aprender a viver com um planeta zangado, ameaçando a nossa própria existência.

O papel dos novos autarcas é pois crucial na construção de um concelho preparado para o futuro, adaptado a fenómenos extremos.

São exemplo a subida do nível do mar, com a necessária relocalização de muitos edifícios em Armação de Pêra, condenados a inundações frequentes pela ação da ribeira de Alcantarilha e do mar, a proibição de novas edificações na primeira linha de costa, sob pena de perdas humanas e de pesadas indemnizações a suportar pelo erário público, já nos próximos anos. Impõe-se também o redimensionamento e substituição, no concelho, da maioria das redes de drenagem de águas pluviais, dotando-as de maior capacidade de escoamento, minimizando assim o impacte das inundações em meio urbano, enquanto em meio rural os edifícios próximos a linhas de água terão de localizar-se a uma cota muito superior à atualmente em uso. Sem esquecer a imperiosa gestão do bem essencial à vida, a água potável, cada vez mais escassa. Sendo o concelho de Silves fustigado frequentemente por inundações e incêndios, algo que se tornará ainda mais reiterado no futuro próximo, urge auxiliar os proprietários a definir uma estratégia para uma floresta resiliente, que favoreça a retenção de água nos solos e impeça o desenvolvimento de fogos de grandes dimensões.

Os terríveis efeitos da pandemia podem e devem ser minimizados com os milhões de euros disponibilizados pela União Europeia, a célebre «bazuca». Todavia, é preciso mais, estes milhões têm de permitir uma adaptação a um mundo diferente, que já nos entrou portas adentro.

Em suma, é preciso governar no presente com os olhos no futuro e não no passado, adaptando desde logo a organização interna das autarquias e não cair na tentação de reverter as freguesias extintas em 2013, quando cada vez mais se impõe a agregação de concelhos. Portugal é ainda hoje, a nível concelhio, o país traçado em 1836. Quase 200 anos depois, qualquer semelhança com a realidade de então é pura coincidência. Com boas vias de comunicação terrestres e digitais e os autarcas a transitarem de um concelho para outro, é grotesco a sociedade e o Estado manterem uma estrutura administrativa anacrónica, suportada com impostos incomportáveis, com ineficiências e perdas para a maioria. Urge pois a união entre vários municípios, bem como a concretização da regionalização.

Por todos estes motivos, sem esquecer o desenvolvimento de uma agricultura, indústria e economia sustentáveis e também de uma sociedade mais justa, a ação dos próximos autarcas é ainda mais determinante do que até aqui. Afinal, além de tudo o que conhecemos e precisamos estamos agora perante um catastrófico e inimaginável mundo novo, de consequências imprevisíveis para o Homem.

A todos os candidatos desejamos boa sorte.

Total Views: 0
Dia Mundial de Mim
Imigração: entre preconceitos e realidade
Meu rico verão
Iludir-se
Ser Pai/ Ser Mãe Hoje – Entre o mundo digital e a responsabilidade de educar
TAGGED:aterrador mundo novoAurélio Nuno Cabritanovos autarcas
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorAurélio Cabrita
Natural de S. Bartolomeu de Messines, nasceu em 1978. Licenciado em Engenharia do Ambiente, é mestrando em História do Algarve e técnico superior no Município de Odemira. Tem publicados diversos artigos e livros sobre a história local e regional. É também colaborador no jornal on-line Sul Informação.
Artigo Anterior Horóscopo Semanal, por Maria Helena Martins
Próximo Artigo Município de Silves renova protocolo com UALg para projeto MILAGE APRENDER +
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Beatriz Cabrita apresentou o seu novo livro em Messines
Cultura Sociedade
Corte de trânsito e de água em Armação de Pêra
Concelho
Entrevista a Fábio Antão, presidente da Junta de Freguesia do Algoz – “Tenho uma visão para o Algoz”
Entrevista Sociedade
Marco Jóia é o novo presidente da Junta de Silves
Política Sociedade
Fora do Rascunho – Música & Poesia ao vivo, no Parque do Enxerim
Cultura Sociedade

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?