Um Workshop de fotografia, intitulado “Vamos falar de fotografia”, será ministrado por José Estiveira, no próximo dia 23 de novembro, pelas 15h00, na Biblioteca Municipal de Silves.
Esta atividade, de entrada livre e destinada a jovens dos 12 aos 17 anos e seus familiares, abordará diversos conteúdos, que permitirão aos participantes melhorar a qualidade dos seus trabalhos fotográficos e, sobretudo, tirar melhor partido das máquinas que possuem.
Assim, o formador explicará os modelos de Máquinas Analógicas e Digitais, bem como a sua evolução ao longo do tempo.
Também explicará as funcionalidades das máquinas, nomeadamente: Obturador / Diafragma / ISO /Panning / Braqueting /AEL / Deep Field; As diferenças das objetivas e suas potencionalidades; O zoom óptico e digital; As várias vertentes de fotografia: Interior / Exterior / Retrato / Social / Desportiva / Macrofotografia.
O formador falará, ainda, sobre a projeção de fotografias em variadas situações.
José António Estiveira, é natural de Silves. Aos dezoito anos começou a apaixonar-se pela Fotografia, tendo comprado a sua primeira máquina Reflex e seguidamente todo o Equipamento de Laboratório tendo-se dedicado a fazer as suas próprias Fotos.
Há vinte anos que ministra Formação na área de Fotografia primeiro Analógica, passando depois à Fotografia Digital.
Considera-se um purista da Fotografia, já que a FOTOGRAFIA regista um fugaz momento e como tal é um documento Histórico e não poderá ser alterado no seu conteúdo.
Tem feito pontualmente exposições de trabalhos, nomeadamente, no Museu da Marinha, Sociedade de Geografia, Casa do Alentejo, Celeiro de Borba, Casa Mora – Almada, Biblioteca do Montijo, AMACBarreiro, Biblioteca de Silves e no Aeródromo de Portimão, entre outros.






O avião da foto trouxe-me velhas recordações.
São, desde há muito, uma das minhas paixões.
Estive durante seis anos na Força Aérea, na Base Aérea 1 (BA1), em Sintra, para onde entrei aos 17 anos, de 1960 a inícios de 67, durante o período da guerra, no antigo Ultramar, onde, como mecânico de aviões, tomei contacto, entre outros, com o mítico T6, também conhecido como Harvard, um monomotor de hélice, que foi utilizado como avião de reconhecimento aéreo, no cenário de guerra.
Além de ter sido utilizado na guerra, o T6 foi igualmente avião de treino para os pilotos, que tiravam o ‘brevet’, na Escola de Pilotagem da BA1.
Aquando das revisões periódicas, era todo desmontado – com as próprias asas tiradas, no caso das revisões mais profundas, assim como retirado o seu motor, em hélice, para análise e testes.
Igualmente trabalhei no ‘T37’, um propulsor a jacto, com as pontas das asas, focinho e cauda pintados de laranja avermelhado.
Era um avião de tecnologia totalmente diferente, equipado com reactores a jacto, em vez de motores a propulsão, como era o ‘T6’.
Foram tempos heróicos e de grande sacrifício para mim, visto que destinei os últimos 5 anos para, a partir da antiga quarta classe – com que entrei na Força Aérea -, tirar o sétimo ano antigo (actual 12º. Ano), uma vez que o primeiro ano se destinou a tirar o curso de mecânico de avião, no âmbito do qual cumpria, diariamente, o horário normal, até às 17 horas, no hangar.
O tempo que sobrava era curto, pelo que tive de trabalhar – entenda-se, estudar -, no duro.
Porém, era compensado, no final de cada ano, ao ler as mágicas palavras ‘dispensado’, nas respectivas disciplinas, no quadro do então Liceu Nacional de Oeiras – o mais perto da BA1 -, aonde ia fazer exame.
Nos últimos dois anos do curso, enfrentei o júri, que depressa me mandava sentar.
Depois, bem, depois, foi a chamada ‘peluda’, porque sempre detestei a vida militar.
A Banca, durante 36 anos, foi, por fim, a minha vida.
Durante todo este tempo, o ‘vício’ de aprender mais, não me abandonou, uma vez que é reconfortante sabermos hoje um pouco mais do que ontem.
Após a reforma, como o mundo não terminou, prosseguiu a aprendizagem de várias outras disciplinas, com o único inconveniente de não podermos ter tempo para tudo …
O ‘culpado’ do desfiar de quase toda uma vida foi o avião da foto … : )