O Terra Ruiva publica aqui o texto vencedor do concurso de escrita de texto narrativo, organizado pelos professores de Português do Agrupamento de Escolas de Silves. A sua autora é a aluna Vitória Santos Ricardo Cabrita, do 6º D da Escola Básica Dr. Garcia Domingues.
Todos os textos a concurso versaram sobre o tema “O dia em que tudo mudou”. O concurso teve como objetivos promover o gosto pela escrita criativa, desenvolver as competências de expressão escrita em Língua Portuguesa e incentivar a imaginação e a criatividade dos alunos do 2.º ciclo. Os professores mostraram-se satisfeitos com a qualidade literária geral dos textos a concurso, com destaque para o texto vencedor, que nos lembra o valor da amizade e da família e a sublime beleza da simplicidade.
O dia em que tudo mudou
Houve um dia em que tudo mudou. Eu estava solitária, sem amigos, em casa, sem fazer absolutamente nada.
Sempre implorei aos meus pais por um amigo de quatro patas, fosse um gato, um cão ou outro animal qualquer. Nunca mo davam. Mesmos que implorasse todos os dias, era inútil.
Passaram-se semanas, meses, acho que até um ano, vejam lá!
Mas, o dia em que tudo mudou foi quando o meu pai e a minha mãe decidiram que iam fazer uma surpresa. Supostamente, era uma viagem para o Norte de Portugal, só para ver as cidades.
Quando chegámos, achei estranho, pois parámos numa casa. Por um momento até pensei que ficaríamos lá uns dias, mas estava enganada. Entrámos na casa e a casa tinha um cantinho com vários cães pequeninos. Comecei logo a chorar, pois tinha percebido o que estava a acontecer. Disseram-me para escolher um.
_ Mãe, não sei qual hei de escolher – disse eu.
_ Filha, escolhe com calma, pois tens tempo – disse a minha mãe.
Quando estive a ver os cães, olhei para um e os meus olhos brilharam!
Ele era lindo! Decidi levá-lo para casa. Ele era pequenino, com grandes orelhas e com umas manchinhas adoráveis. A raça do cão era beagle, o cão dos meus sonhos. Queria muito um beagle, porque dizem que são interativos com as pessoas.
_ Obrigada, mãe e pai! – disse eu.
_ De nada, filha. Agora que já tens o cão, não precisas de nos chatear tanto – disseram eles.








