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Terra Ruiva > Sociedade > Cultura > Tertúlia na Sociedade de Messines debate “A salvaguarda das artes e ofícios tradicionais”
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Tertúlia na Sociedade de Messines debate “A salvaguarda das artes e ofícios tradicionais”

Terra Ruiva
Última Atualização: 2026/Jan/Qui
Terra Ruiva
2 meses atrás
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A Sociedade de Instrução e Recreio Messinense promove mais uma Tertúlias à Sexta, desta vez com o tema “A salvaguarda das artes e ofícios tradicionais”.
A oradora convidada é Helga Serôdio, técnica de Património Cultural Imaterial.
Esta conversa dedicada “à valorização e salvaguarda do saber-fazer ancestral, das artes e dos ofícios tradicionais que fazem parte da nossa identidade coletiva” irá acontecer na próxima sexta-feira, dia 30 de janeiro, pelas 21h, com entrada livre.
“A produção de objetos utilitários do quotidiano, a partir de práticas ancestrais, está profundamente ligada à paisagem natural, à sustentabilidade e à forma como, ao longo do tempo, as comunidades se organizaram e se expressaram. Preservar estas práticas é também reconhecer o valor dos artesãos e afirmar as artes tradicionais como um setor vivo, viável e relevante nos dias de hoje” – afirma a Sociedade de Instrução e Recreio Messinense no seu convite.
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1 comentário
  • José Domingos diz:
    3 de Fevereiro, 2026 às 0:24

    Mestres artífices e profissões de antigamente

    O tema das artes e ofícios, designadamente, aqueles que, nos anos 40 – era eu então um catraio –, existiam na minha terra, é algo que muito me diz, visto que acorda em mim memórias afectivas de um tempo em que os respectivos mestres artífices e suas oficinas eram uma realidade, ao longo de todo o “povo” de Messines, nos seus vários mesteres.

    Desde novinho, o “defeito” da curiosidade sempre me acompanhou, teimosamente, ao longo da vida.
    Quando criança, perdia horas sem fim, boquiaberto, ora à porta de uma oficina, ora noutra, ora noutra … encantado com as pequenas maravilhas que as mãos ágeis e experimentadas dos mestres davam às suas criação e me deixavam fascinado e com os quais muitos dos termos das suas artes aprendi.
    Registo, com saudade, a habitual bonomia com que, por norma, acolhiam a minha presença.

    Era um tempo em que os animais de tracção ou carga (mulas, machos e burros) tinham de ser aparelhados com as respectivas peças de “vestuário” para a sua função, como gorpelhas, cangalhas, além de outros objectos produzidas pelos albardeiros, os quais não davam vencimento a trabalhar para a produção de albardas, cabrestos, atafais, malhins, cilhas, arreatas e outras peças afins.
    Na actual Rua João de Deus, um pouco a seguir à loja do alfaiate ÓÓ (era este o seu nome), funcionava a oficina de albardeiro do pai do Manel das Travessas.
    A albarda era uma espécie de sela, embora mais rústica e maior, que era presa pela cilha, uma cinta larga de cabedal que passava sob a barriga do animal e a prendia.
    Os atafais eram correias de cabedal, que passam sob o rabo do bicho, com a função de prender a albarda, para que não escorregasse para o pescoço.
    Os malhins eram pequenas peças que se colocavam sobre o cachaço do animal para lhe permitir a tracção sem o magoar.
    As cangalhas eram um apetrecho em madeira, onde se transportavam cântaros, sacos ou lenha. Eram colocadas sobre a albarda, ficando uma parte de cada lado do dorso do animal.
    A gorpelha era uma grande saco feito de palma, igualmente colocado sobre a albarda, com duas cavidade, ficando cada uma das quais pendente de cada lado.
    O cabresto, ao qual se prendiam as arreatas, era colocada na cabeça do animal, servindo para manobrá-lo.

    Em Messines, havia, nos anos 40, várias oficinas de ferrador, estrategicamente posicionadas em cada uma das 3 entradas do “povo”.
    No lado poente, à Cruz Grande, havia o Joaquim dos Carrascos (que pouco conheci, por ficar do lado oposto àquele em que vivia)
    No acesso sul, vindo da Senhora da Saúde, tinha o mestre Semião a oficina, sensivelmente, frente ao cine-teatro João de Deus.
    A nascente, vindo do lado da serra, na entrada junto ao cemitério velho, havia os mestres Inácio Nunes, no início da Rua Cândido dos Reis, junto da Pensão Madeira, além do mestre Arsénio, no início da actual Rua do Cemitério.
    O mestre Semião, além da profissão de ferrador de bestas, foi igualmente o último dos alveitares, profissão que atravessou séculos e teve a sua origem no período árabe de domínio da Península, como o prova a origem do termo do Árabe “al-bayṭâr”, o veterinário, o ferrador.
    Alveitar era, pois, o ferrador que, adicionalmente, tratava das doenças dos animais, de um modo empírico, com saberes acumulados e vindos de muito longe.
    Porém, por se situar mais perto da minha casa, era junto da oficina do mestre Arsénio que eu me quedava, as mais das vezes, e onde aprendi coisas extremamente interessantes, que, para outros, poderão parecer inúteis, como, por exemplo, o “modus faciendi” do fabrico de uma ferradura.
    Aprendi igualmente que, enquanto o comum dos quadrúpedes escoiceia para trás, o gado vacum fá-lo para o lado.
    No acto de ferrar a besta, o ferrador, de costas virado para o animal, levantava-lhe a pata e segurava-a entre as suas pernas. Tirava-lhe a ferradura velha com uma grande torquês, cortando-lhe, de seguida, um pouco de casco, com um formão, tecido insensível para o animal, tal como, para nós, as unhas. Alisava-o com uma grosa e aplicava-lhe, a seguir, uma nova ferradura ajustada ao tamanho da unha do animal. Finalmente, com um martelo espetava os cravos – uns pregos que eram enfiados em buracos da ferradura. Os cravos eram espetados de modo oblíquo, relativamente à pata. Depois desta última operação, cortava e limava com uma grosa as pontas dos cravos que saíam do casco. Estava finalizada a ferragem.
    Do mesmo modo que os humanos, também os animais têm personalidades diferentes, existindo alguns mais ariscos, senão, mesmo, agressivos, mordendo, até, o ferrador, se pudessem. Estes, para serem ferrados eram imobilizados no chamado “tronco”. Se necessário, punha-se-lhes, a prender os beiços, o chamado aziar, mais um termo proveniente do Árabe “az-azyâr”, o torniquete (para segurar o focinho dos animais de montar e de carga mais bravos, quando são ferrados).
    Os bois, esses, eram, por norma, ferrados no “tronco”, não pela sua braveza mas por serem animais pesados.

    No rés-do-chão do prédio onde nasci e vivia, existia a oficina de sapateiro do saudoso mestre Zé Clara, uma daquelas pessoas que marcam os anos mais tenros das nossas vidas. Bom conversador e de uma afabilidade extrema. Era para mim uma prática diária, desde os alvores da minha meninice, sentar-me, numa velha cadeira de bunho, à sua frente, enquanto ele, igualmente na sua cadeirinha, tendo sobre uma pequena mesa, que ficava entre nós, todo o ferramental do ofício – desde a sovela, o vazador, o pez (com que fabricava o fio para coser o couro), a torquês, os martelos, a forma de ferro, a faca e vários outros utensílios –, ia colocando meias solas ou umas capas ou, até, fazendo obra nova. Enquanto íamos conversando, ele, que me “viu nascer”, desvendava-me, de quando em quando, episódios das minhas traquinices, que me deixavam deliciado, de um tempo demasiado recuado para mim, a tal ponto que as minhas memórias, mesmo as mais pristinas, já não as alcançavam …
    De quando em quando, chegava um cliente, querendo umas botas novas. Então, pedia-lhe que se descalçasse e colocasse cada pé sobre uma folha de papel, sobre o qual, com um grosso lápis de papel, desenhava os respectivos contornos. Por fim, com uma fita, media a altura do peito do pé.
    Finalmente, combinava a data em que as poderia vir buscar.
    Despedido o cliente, escolhia, dentre a enorme bateria de formas de madeira que descansavam na prateleira, qual delas iria ser a medida para a obra, cuja sola de couro seria devidamente cardada, como forma de durabilidade, face ao piso calcáreo da região, devido ao desgaste que este causava.

    Vários outros ofícios artesanais dos tempos antigos, em Messines, mereceram a minha atenção e presença, só que o espaço não se compadece com a descrição dessas experiências.
    – O ofício de caldeireiro, às “Árvores”, frente ao pontão, onde o mestre Sebastião Guia, trabalhando o cobre, fazia verdadeiras obras de arte, ostentando o típico martelado;
    – Ou o de latoeiro, na Rua de Cima, em que o mestre Raúl, tendo como matéria-prima a folha-de-Flandres criava as mais diversas peças de uso diário, desde baldes, a funis, passando por lamparinas e outras;
    – Ou o de ferreiro, oficina existente, ao tempo, a meio da actual Rua Sacadura Cabral, do lado esquerdo, a cuja oficina vi, bastas vezes, chegar, sobre carros de mulas, arados com a relha ou a aiveca partidas, devido ao encontro com alguma pedra, durante a lavra;
    – Ou o da carpintaria do mestre Vitoriano, perto da minha casa, onde eu brincava com as maravalhas provenientes do cepilhar da madeira;
    – Ou o de almocreve, que, com a mula ou macho transportava para o moinho o cereal (fui, várias vezes, sentado na “Castanha”, levar trigo ao moinho, com o meu tio Gregório, almocreve).

    Muitos outros ofícios fazem parte do meu imaginário de infância, tais como o de fotógrafo “à la minute”, o de abegão (carpinteiro de carroças), o de tanoeiro, o de amola-tesouras (tocando a inconfundível “flauta de Pan”, que consertava guarda-chuvas e colocava “gatos”, na louça partida, quando as pessoas ainda eram pobres …), o de caiador de paredes, o de marceneiro, o de teatro dos Robertos (do Sainhas), o de saltimbancos, de dentista de feira ou de vendedor da banha da cobra (na Feira de Setembro), o de ferro-velho, o de aguadeiro (iam fornecer-se de água para vender, ao Furadouro, à Gruz Grande), o de calceteiro, o de carvoeiro, o de vendedora de leite porta a porta, o de cesteiro, o de engraxador, o de cauteleiro, o de capador de porcos (que corria montes e vales, na procura de clientes) e vários outros compunham o tecido artesanal dos ofícios da terra.

    José Domingos

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