A Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa, foi pequena para a sessão de apresentação do livro de poesia do Dr. Rogélio Mena Gomes, «O Grilhão de Prometeu – a forja e o fogo», no passado dia 15 de Novembro.
A sessão contou com a participação da ilustradora da obra Ana Pinho, da prof. Maria João Duarte (autora do prefácio) e do ator Vítor Hugo, entre muitos amigos e simples interessados que ali se deslocaram para assistirem àquele momento de apresentação e declamação. A ilustradora Ana Pinho expôs, inclusive, uma tela alusiva à obra apresentada.
Autor de uma vasta e profusa obra, do teatro, à história e poesia, Rogélio Mena Gomes, natural de Silves, deu agora à estampa mais um trabalho, onde é patente «a sua geografia afectiva: o cheiro a figueira, o rumor do Arade», como bem frisou Maria João Duarte na apresentação e no prefácio. Segundo ela, «Silves não é apenas o lugar da infância, é o berço da sua linguagem», afinal «é ali, no sul fundido de luz e memória, que o poeta descobre o mundo, mas também a palavra. (…) Há nesta obra, como em toda a sua escrita anterior, o eco de uma linhagem que junta arte, cultura e serviço à comunidade, Silves – cidade de poetas e muralhas – respira nas entrelinhas, como uma sentinela silenciosa».
Por outro lado, frisa: «nas páginas de “O Grilhão de Prometeu”, a poesia surge como forja e como fogo. Cada poema é uma labareda que incendeia os alicerces do comodismo e acende em nós a urgência de olhar, pensar e agir. É uma poesia de pulsação ética, social, política – mas sempre profusamente humana. Não uma poesia para salões, mas para ruas. Para almas. Para tempos como os nossos». Um livro muito oportuno, de edição de autor, no conturbado período em que vivemos.
Patente na Biblioteca e sala encontrava-se também uma exposição de pintura de Aurélio Bentes Bravo, «Prima Colorum».



