Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Carlos Osório
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: 194 fraturas por dia: o alarme silencioso da osteoporose em Portugal
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Saúde & Bem EstarVida

194 fraturas por dia: o alarme silencioso da osteoporose em Portugal

Terra Ruiva
Última Atualização: 2025/Out/Sex
Terra Ruiva
10 meses atrás
PARTILHE

Em Portugal, há um alarme que dispara 194 vezes por dia. Um alarme que dá sinal nos ossos de quem nem imaginava estar em perigo, um risco que é, no entanto, real para os maiores de 50 anos. Na origem deste alarme está uma doença, a osteoporose que, segundo dados de 2019, se estima afetar mais de 600 mil portugueses. Segundo Filipe Cabral, Médico Assistente de Medicina Geral e Familiar na USF Marco e membro do Grupo de Estudos de Doenças Cardiovasculares (GEsDCard) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, trata-se de “um problema de saúde pública de grande relevância em Portugal”.

“Existe a previsão de um aumento de 28,9% no número de fraturas até 2034, atingindo cerca de 91.200 casos anuais. Apesar deste impacto, a osteoporose encontra-se claramente subdiagnosticada e subtratada. Prova disso mesmo são os dados do BI-CSP que, em junho de 2025, reportam uma prevalência de diagnóstico que não atinge os 3,4% – valores aquém dos 5,6% do estudo SCOPE”, refere o especialista.

Em Portugal, refere o médico, “não só não estamos a diagnosticar a osteoporose, como estamos a tratar apenas uma ínfima parte dos doentes com esta patologia. Dados, também de 2019, demonstram que apenas 25% das mulheres elegíveis para tratamento recebem a terapêutica adequada e, no caso de doentes com antecedentes de fratura de fragilidade, só 21,6% iniciaram tratamento, apesar de todos terem indicação para tal. O treatment gap (diferença entre o número de pessoas com indicação terapêutica e o número de pessoas que efetivamente receberam esse tratamento) aumentou de forma significativa de 37% para 75% de 2010 a 2019”.

Um subdiagnóstico, que dá origem a um subtratamento que, por sua vez, conduz a “um elevado número de fraturas de fragilidade, fraturas essas que se associam a uma morbimortalidade considerável – mortalidade no 1.º ano na ordem dos 30% nos doentes com fratura da anca; 50% dos doentes perdem autonomia após fratura. Tudo isto representa um elevado custo em saúde: em 2019 cerca de mil milhões de euros, o equivalente a 5,6% da despesa nacional em saúde, sendo que menos de 1,5% foi investido em prevenção e/ou tratamento farmacológico”.

No entanto, existe tratamento. “A terapêutica com bifosfonatos continua a ser a que apresenta melhor custo/benefício e a primeira linha no tratamento da osteoporose e, tendo em conta o melhor interesse do utente, devemos optar pelo tratamento que, por um lado, seja eficaz e, por outro, seja de administração simples, não invasiva e com pouco impacto na sensação de carga de doença. Invariavelmente, as tomas mensais de bifosfonatos são as que cumpre estes critérios, com evidência que nos mostra que são melhor toleradas, melhor aceites pelos utentes e com maiores taxas de adesão.’”, acrescenta Luís de Almeida Pina, Médico de Família, na USF Venda Nova – Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra.

O papel do médico de família

Neste cenário, o médico de família assume um papel central, tanto na prevenção, como na gestão da doença. Na prevenção primária, através “da promoção da literacia em saúde, incentivo a hábitos de vida saudáveis, exercício físico, cessação tabágica e redução do consumo de álcool, por exemplo; no diagnóstico precoce”, afirma Filipe Cabral.

Luís de Almeida Pina não tem dúvidas que a literacia em saúde é fundamental quando se trata da osteoporose. ”Temos de informar de forma clara e objetiva sobre o que é verdadeiramente a osteoporose, os seus potenciais impactos e ainda as medidas que têm efeito e sobre as que não têm”, refere.

Isto passa por deitar por terra alguns mitos. “Não é com cálcio isolado que tratamos osteoporose e isso tem de ser explicado. Por outro lado, temos de nos colocar mais na linha da frente no diagnóstico e abordagem da osteoporose; combater alguma inércia diagnóstica e terapêutica que, indicam-nos os principais estudos de incidência e prevalência, ainda existe e avançar para planos de tratamento claros, objetivos e simplificados”.

Mas o papel do médico de família vai mais longe. Passa “pela identificação de fatores de risco e utilização de ferramentas de estratificação de forma sistemática, mesmo na ausência de sintomas; na continuidade de cuidados, pela prescrição de terapêutica adequada, seguimento regular e articulação com outras especialidades quando necessário e na coordenação de cuidados, com a integração em equipas multidisciplinares para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida dos doentes”, acrescenta Filipe Cabral.

Aqui, Luís de Almeida Pina reforça a importância do uso generalizado do FRAX para cálculo do risco de desenvolver fraturas importantes a partir dos 50 anos. “É uma ferramenta gratuita, de uso simples e de aplicação muito prática, com dados que, na sua maioria, já iríamos obter na mesma, que nos permite evitar várias coisas no futuro: fraturas de fragilidade (decorrentes de osteoporose) nos utentes, impacto dessas fraturas na sua qualidade de vida, gastos diretos e indiretos para os utentes e para os serviços de saúde e segurança social, decorrentes dessas fraturas, internamentos e imobilizações prolongadas e uma fragilização global do utente. É, de facto, o gesto mais simples que podemos ter. Calculamos diariamente o risco cardiovascular dos nossos utentes, usando também fórmulas de cálculo gratuitas. Usemos também o FRAX!”

Campanha leva alertas a todo o País

A campanha “Alerta Osteoporose: 194 fraturas por dia fazem soar o alarme”, é lançada a propósito do Dia Mundial da Osteoporose, que se assinala a dia 20 de outubro, tem cobertura nacional, com mupis digitais e físicos, publicidade nos autocarros da Carris, entre outras ações, e deixa uma mensagem clara: “Tem mais de 50 anos? Pode estar em risco. A Osteoporose não dói, mas uma fratura pode ser fatal. Fale com o seu médico, é possível prevenir e tratar.”

Total Views: 1
Nova campanha de segurança rodoviária para prevenção da condução sob o efeito do álcool
Operação Artémis: GNR fiscalizou 10 751 caçadores e efetuou 133 detenções
Horóscopo semanal, por Maria Helena
O Algarve à mesa; os pratos de verão podem ser saudáveis?
Horóscopo semanal, por Maria Helena
TAGGED:Associação Portuguesa de Medicina Geral e FamiliarGEsDCardosteoporose
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
Artigo Anterior 6º Balanço da Campanha dos Citrinos – diminuição da produção e desafios futuros
Próximo Artigo Horóscopo semanal, por Maria Helena Martins
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Festa de São Bartolomeu, em Messines, com procissão e arraial
Lazer Sociedade
Tiago Ramos esteve nos Campeonatos da Europa de Atletismo e alcançou novo recorde pessoal
Desporto
PCP de Silves rejeita Unidade de Saúde Familiar com gestão privada em Silves
Política Sociedade
Ofertas de emprego e estágios no IEFP
Economia Economia & Emprego
Município de Silves tem abertas 7 vagas
Concelho Economia Economia & Emprego

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?