Mais de duas centenas de órgãos de comunicação social de 50 países, incluindo Portugal, bloqueiam hoje as primeiras páginas e interrompem as transmissões exigindo o fim do assassínio de jornalistas em Gaza e acesso ao enclave.
Organizada pelos Repórteres Sem Fronteiras (RSF), pelo movimento de campanhas Avaaz e pela Federação Internacional de Jornalistas a ação é apresentada como o primeiro protesto editorial em grande escala da história moderna coordenado em simultâneo por redações em todos os continentes.
“Jornais impressos terão capas inteiramente pretas com uma mensagem marcante. Emissoras de TV e rádio interromperão a programação com uma declaração conjunta. Portais online apagarão suas homepages ou exibirão banners em solidariedade”.
O número de jornalistas mortos em Gaza ultrapassa os 210, desde o dia 7 de outubro de 2023, segundo dados da RSF. E a organização assinala que Israel tem impedido a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza há quase dois anos, “deixando apenas os jornalistas palestinianos para reportar sob fogo”.
Segundo o diretor de campanha da Avaaz, Gaza está a transformar-se “num cemitério de jornalistas” porque “o governo de extrema-direita de Israel está a tentar concluir o massacre no escuro, sem o escrutínio da imprensa”.
“Em consonância com o apelo lançado pela RSF e pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) em junho, os meios de comunicação envolvidos nesta campanha apresentam três exigências:
- Juntos, denunciamos o assassinato de jornalistas pelo exército israelense na Faixa de Gaza e pedimos o fim da impunidade dos crimes cometidos contra eles.
- Juntos, exigimos que seja permitida a evacuação urgente dos jornalistas palestinos que assim desejarem.
- Juntos, pedimos às autoridades israelenses que permitam o acesso independente da imprensa internacional à Faixa de Gaza.
A oito dias da abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, exigimos uma ação firme da comunidade internacional e fazemos um apelo ao Conselho de Segurança da ONU para que ponha fim aos crimes do Exército israelense contra os jornalistas palestinos.”










