No dia 1 de junho teve lugar, em Albufeira, a cerimónia de entrega de um donativo entregue pela escritora silvense Dina Santos, a representantes do Refúgio Aboim Ascensão e à Associação Oncológica do Algarve.

O donativo teve o valor de 6.060€ e resultou da venda de exemplares do livro de Dina Santos “MARIA – Cativa-me e o jogo será meu”, que foram adquiridos pela Câmara Municipal de Albufeira e oferecidos às suas funcionárias no Dia Mundial da Mulher. Esta aquisição destinou-se também a apoiar o projeto solidário “MARIA FAZ +” que Dina Santos está a desenvolver e que explicou ao Terra Ruiva.
Projeto – “MARIA FAZ +”
Porquê um projeto solidário?
Considero que os livros “Maria” tem mais para dar além de uma leitura leve, engraçada e cativante. Como tal, pensei em criar um novo propósito para as minhas obras. Mediante a personalidade e natureza da minha querida mãe fazia todo o sentido abraçar causas solidárias, ela era uma mulher meiga e que gostava de ajudar.
Depois de analisar, como seria possível construir esse novo propósito e olhando à minha volta vi e reconheci que tinha uma ferramenta preciosa nas minhas mãos e com ela poderia criar algo importante para ajudar o próximo.
Esse bem precioso seria os livros “Maria” e assim nasceu a ideia de criar um projeto solidário, com eles.
Porquê este nome para o projeto?
MARIA, porque é o nome das minhas obras e é em homenagem à minha mãe, o FAZ +, porque acredito, que por vezes temos ferramentas em mão que ainda não demos conta e podem ser mais lapidadas para fazer a diferença e ajudar a quem precisa e eu descobri que a minha MARIA, pode ser ainda mais lapidada juntando um novo propósito, daí o FAZ +.
O projeto, vai ajudar quem?
Já, há longos anos que alimento um sonho que seria ajudar crianças. Crianças, em que a vida lhes deu um caminho mais difícil, menos simpático e com mais pedras no seu caminho. Todos nós sabemos, que são elas o futuro do dia de amanhã, são elas a continuidade da humanidade e são elas as responsáveis para um mundo melhor, justo e rico em valores. Como tal, temos o dever de conseguir cultivar princípios e conceitos importantes nelas, seja a nível educacional, afetivo ou emocional. Também elas têm o direito de serem felizes e terem as mesmas oportunidades que as outras.
Mas, para isso é necessário apoiar instituições que fazem um trabalho extraordinário, glorioso e com muito esforço e dedicação conseguem manter as portas abertas acolhendo crianças com carinho, amor e com muita luta para que nada falte a esses meninos e meninas.
A outra escolha, tem a ver com um problema que infelizmente faz parte do nosso dia-a-dia e que estamos sujeitos a que nos bata à porta. Essa visita inesperada e cruel chama-se CANCRO.
A necessidade de criar estratégias de apoio aos doentes oncológicos passou a ser fundamental. A aquisição de novas ferramentas e técnicas são importantes para uma avaliação eficaz e eficiente, de modo a conseguir identificar numa fase inicial o cancro.
Mas, para isso é necessário existir mais associações ou ajudar a crescer/desenvolver as que já existem. Como? Apoiando em todos os sentidos.
Todos nós sabemos, que os equipamentos para exames de diagnóstico têm um valor monetário bastante alto e que são necessários para que os profissionais de saúde e técnicos possam fazer o rastreio do cancro em segurança e com qualidade para uma avaliação mais correta e precisa.
Na contingência de ser diagnosticado uma situação tumoral na pessoa, essa possa ser rapidamente acompanhada com um tratamento clínico adequado, exato e 7 digno em todos os sentidos. É importante ainda salientar, que a parte emocional e psicológica do doente não pode ficar esquecido. Por vezes, essa parte fica ignorada e deve ser incluída no tratamento. Todas as ações de apoio nesse sentido são extremamente importantes e para mim faz todo o sentido ajudar.
As instituições escolhidas para este projeto solidário.
Foi explicado passo-a-passo à Dra. Carla Pragana, presidente do Refúgio Aboim Ascensão e à Dra. Maria de Lurdes Pereira, presidente da AOA – Associação Oncológica do Algarve, Este projeto e o seu objetivo. Teria de ser de uma forma honesta, transparente e legal, em que nada seria feito sem conhecimento e consentimento de ambas as partes. Acho que essa vertente do objetivo, também foi cumprida.
À Câmara Municipal de Albufeira, agradeço de coração. Foram formidáveis, por terem aceitado e abraçado este projeto com carinho, responsabilidade e esperança.
Finalizo, com o meu lema: “Sonhar, ACREDITAR, Realizar, para o Bem Atingir… E, mais tarde na memória ficar.”










