A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) lançou um novo alerta à população, no seguimento das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que prevê, para as próximas 72 horas, o seguinte quadro meteorológico, o qual irá afetar todo o território continental, com chuva persistente, vento intenso e agitação marítima forte.
É esperada chuva persistente, por vezes forte, a partir do início da noite, sendo o período mais crítico, no distrito de Faro, entre as 06H00 e as 09h00 de dia 11 de dezembro. Na madrugada do dia 13 de novembro haverá um novo agravamento, a começar na região Norte e a estender-se por todo o território.
Chama-se a atenção para o vento forte que se fará sentir, em especial entre as 01h00 e as 04h00 de amanhã , dia 11 de dezembro. A Agitação marítima será forte (com períodos da ordem dos 15 s) com ondulação superior a 3 m (pontualmente até 4-5 m) na costa ocidental a partir de amanhã e a manter-se previsivelmente até dia 16 de dezembro. Haverá também queda de neve acima dos 1000/1200m nos distritos de Bragança, Vila Real, Braga, Viana do Castelo, Viseu, Guarda e Castelo Branco.
De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), podem ocorrer variações significativas dos níveis hidrométricos nas zonas historicamente mais vulneráveis, nomeadamente nas Bacia das ribeiras do Algarve (sotavento) – aumento significativo das afluências com impacto amanhã.
Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:
− Ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;
− Ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
− Instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
− Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;
− Possibilidade de queda de neve em áreas e a altitudes onde habitualmente se verifica;
− Piso rodoviário escorregadio por eventual acumulação de gelo, neve e formação de lençóis de água.
MEDIDAS PREVENTIVAS
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:
− Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
− Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
− Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
− Ter especial cuidado na circulação junto a zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a fenómenos de transbordo dos cursos de água, evitando a circulação e permanência nestes locais;
− Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias;
− Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
− Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima
− Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.





