Encerramento das piscinas municipais públicas durante o mês de agosto e, eventualmente, todo o mês de setembro (à exceção das piscinas abertas nos territórios mais do interior); encerramento das fontes ornamentais (apenas salvaguardando o tempo mínimo necessário de funcionamento para a sua manutenção); redução dos dias de rega; cessar a rega dos espaços verdes públicos relvados com reconversão por espécies autóctones e com necessidades menores de disponibilidade hídrica.
Estas são algumas das medidas decididas hoje, dia 15 de julho, pelos municípios do Algarve, na reunião do Conselho Intermunicipal, e que contou também com a presença de Pedro Coelho, diretor da ARH Algarve/APA, Agência Portuguesa do Ambiente.
Algumas destas medidas já estão no terreno, e outras irão ser reforçadas ou implementadas durante as próximas semanas, tendo em conta o cenário de seca que atinge a região e que em alguns casos é extrema. António Pina, Presidente da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, tinha já alertado para a grave situação que se vive, lembrando que “se o próximo ano hidrológico for igual, a água pode mesmo vir a escassear nas torneiras dos algarvios, em outubro de 2023”.
A reunião de hoje reforçou a necessidade de cada município sensibilizar a sua população para a gravidade do problema e para a urgência na redução dos consumos de água.
No início de março, os municípios tinham já avançado com algumas medidas, mas dado o agravar da situação é agora necessário ir mais além. “Prevê-se um problema sério e grave no Algarve”, lembra António Pina, e “porque as próximas semanas, altura em que a região irá duplicar ou triplicar a sua população, prometem agravar ainda mais o problema, é necessária a implementação de novas medidas”.
De recordar que a AMAL está também, em concertação com os municípios, empresas municipais e empresas concessionárias de exploração e gestão dos serviços públicos de distribuição de água, a investir no controlo ativo de perdas de água e na reabilitação de infraestruturas, numa das medidas enquadradas no Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência.
Fonte: AMAL


