Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Carlos Osório
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Porta quinhentista (re)descoberta no Algoz
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
História & PatrimónioSociedade

Porta quinhentista (re)descoberta no Algoz

José Manuel Vargas
Última Atualização: 2022/Mar/Ter
José Manuel Vargas
5 anos atrás
PARTILHE

Porta quinhentista, (re)descoberta no Algoz, vem enriquecer o património edificado da freguesia e do concelho

No decurso de recentes obras de remodelação de uma casa, na rua Tomé Rodrigues Pincho, 14-16, ao retirar-se o reboco da moldura de uma das portas (n.º16), revelou-se um vão arquitectónico em cantaria, com características tardo-góticas, vulgarmente ditas manuelinas, em muito bom estado de conservação.

A porta agora (re)descoberta vem acrescentar-se  a outras da mesma época (finais do séc. XV, inícios do séc. XVI) que lograram subsistir até aos nossos dias, quer no Algoz, quer em Silves e Alcantarilha.

Esses singulares vestígios foram já objecto de um estudo de Manuel Castelo Ramos, no âmbito da sua tese de mestrado “Vãos arquitetónicos do tardo-gótico algarvio”, Universidade Nova de Lisboa, 1986.

No Algoz, mantém-se, pelo menos, duas das portas então referenciadas (Travessa dos Abraços e Travessa Tomé Rodrigues Pincho), ambas com as ombreiras e lintel de arestas chanfradas e elementos decorativos na base.

Talvez por lapso, não aparecem referidas num folheto de edição camarária, “Roteiro Manuelino do Concelho de Silves”, ed. 2004, que apenas menciona as portas quinhentistas de Silves e de Alcantarilha.

Outras haverá, no concelho, seja por identificar, seja por estarem ocultas sob reboco, como aquela de que agora damos notícia.

A casa da Rua Tomé Rodrigues Pincho, n.ºs 14-16, encontra-se muito próxima do Monte da Piedade (nº 8), celeiro comum fundado em 1704 pelo lavrador que daria o nome ao arruamento. Está separada do edifício do celeiro por uma casa (n.ºs 10-12), algo adulterada na traça original, mas que se sabe ser da mesma época e ter pertencido à mulher de Tomé Rodrigues Pincho.

Com efeito, na escritura de doação que T. R. Pincho fez, em 25.12.1702, aos lavradores do Algoz das casas para instituição o do Monte da Piedade, é dito que essas casas partiam ao Nascente com umas casas que a mulher dele doador tinha dado a um seu escravo, de nome Gregório. Este facto, leva-nos a colocar a hipótese das casas dos n.ºs 14-16 terem sido as casas de morada do próprio Tomé Rodrigues Pincho, recebidas por herança.

Pelo que foi possível averiguar, sabemos que Tomé Rodrigues Pincho nasceu no Algoz, cerca de 1630, e era filho de João Pincho (n. c. 1600) e de Maria de Oliveira (n.c. 1605), ambos também naturais do Algoz. Casou em 1655, com Maria da Esperança Marreiros (ou Marreira), natural de Estômbar (n.c. 1635, falecida antes de 1702). Foi um abastado lavrador, com morada no Algoz e referido, nos livros de registo paroquial, como tendo escravos, ele e a mulher. Viria a falecer, no Algoz, na condição de viúvo, em 3 de Abril de 1713. Tinha feito testamento e deixou como testamenteiro o seu genro Pedro Correia Mascarenhas que, assinale-se, tinha origens nobres na família Ataíde Mascarenhas, de Loulé. Parece-nos muito provável que as casas que temos vindo a referir lhe pertencessem, o que poderá ser, ou não, confirmado pelo seu testamento ou outros documentos notariais que supomos terem-se conservado e que devem existir no Arquivo Distrital de Faro.

Seja como for, a porta quinhentista, agora posta a descoberto, assume um elevado valor histórico e patrimonial, não só para a freguesia, como para o concelho, e merece ser devidamente preservada e divulgada, no âmbito de uma política de desenvolvimento cultural.

Música para crianças, na Biblioteca de Silves
Chega Silves propõe inscrição no projeto “A Minha Rua”
Trabalhos na Ponte Velha de Silves estão a terminar
Candidatura a Bolsas de Estudo para alunos do Ensino Superior
“Cabo das Tormentas” encerra Ciclo de Teatro em Silves
TAGGED:AlgozJosé Manuel Vargasporta quinhentistaTomé Rodrigues Pincho
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorJosé Manuel Vargas
Natural de Lisboa, nascido em 1948. Tem ascendência materna e paterna ligada às freguesias de S. Bartolomeu de Messines e S. Marcos da Serra. Professor do Ensino Secundário ( aposentado), é investigador de história local e regional, com várias obras publicadas.
Artigo Anterior Abertura das inscrições para as Férias Super Fixe-Páscoa 2022
Próximo Artigo COVID-19- Prolongada a gratuitidade dos testes rápidos
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Cerimónias fúnebres de Inácia Cavaco e Vitorino Cavaco
Pessoas Vida
Mês Europeu da Cibersegurança: Porque recebemos tantas chamadas e mensagens suspeitas?
Pessoas Vida
Associação de Jovens do Algoz já está a trabalhar
Pessoas Vida
Avança obra de abastecimento de água às Tinhosas, Silves
Concelho
GNR alerta para burla com falsos guardas e polícias
Pessoas Vida

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?