São Marcos da Serra teve um dos maiores incêndios num ano de menos área ardida

Este ano o concelho de Silves foi relativamente poupado ao fogo, mas ainda assim surge na lista dos 10 maiores incêndios rurais, segundo se conclui da análise ao balanço divulgado pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), depois de sido encerrada a “época de fogos”.
Uma época que este ano se prolongou, devido às altas temperaturas que se fizeram sentir. Assim, de 1 a 15 de outubro esteve em vigor o Nível III do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2020, com 9.804 operacionais, 2.277 equipas, 2.154 veículos e 60 meios aéreos. Até ao dia 31 de outubro mantiveram-se no Dispositivo 41 meios aéreos.

No verão de 2020, o concelho registou um único incêndio de grandes proporções, na freguesia de São Marcos da Serra. O mesmo ocorreu no dia 6 de julho e teve momentos de muita intensidade, chegando a ter três frentes ativas e levando à saída de algumas pessoas das suas casas, por precaução, mas foi dominado ao fim de algumas horas, não havendo prejuízos pessoais ou em habitações. Nesse fogo, segundo o ICNF, arderam 536 hectares. Um número que coloca este incêndio como o 10º maior ocorrido em Portugal, no período de 1 de janeiro a 31 de julho de 2020.
Ainda assim, bem longe dos cerca de 10 mil hectares que arderam no concelho, em 2018.
No total, a área ardida em Portugal, até ao dia 16 de outubro de 2020, situou-se 52% abaixo da média dos últimos 10 anos e houve menos 48% de incêndios rurais relativamente à média do mesmo período.
O Relatório Provisório de Incêndios Rurais do ICNF revela que este ano apresenta o 2.º valor mais reduzido em número de incêndios e o 4.º valor mais reduzido de área ardida, desde 2010.
No total, registaram-se 9.471 incêndios rurais, quando a média entre 2010 e 2019 foi de 18.277 incêndios. A área ardida, no mesmo período, foi de 66.171 hectares, quando a média da última década se situou nos 136.502 hectares.
No que respeita às causas dos incêndios, as causas mais frequentes em 2020 são: Incendiarismo – Imputáveis (27%), Queimadas de sobrantes florestais ou agrícolas (19%), Queimas de amontoados de sobrantes florestais ou agrícolas (9%) e Queimadas para gestão de pasto para gado (8%). Conjuntamente, as várias tipologias de queimadas e queimas representam 36% das causas apuradas. Os reacendimentos representam 11% do total de causas apuradas, num valor inferior face à média dos 10 anos anteriores (15%).
O distrito mais afetado, no que concerne à área ardida, é Castelo Branco, com 7248 hectares, cerca de 29% da área total ardida até à data, seguido de Vila Real com 3255 hectares (13% do total) e de Faro com 2906 hectares (12% do total).

 

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