O mês de maio de 2020 foi mais quente do que o normal, segundo o relatório do Instituto Português do Mar e da Atmosfera – IPMA.
Assim, “o valor médio da temperatura média do ar, 19.00 °C, foi muito superior ao normal +3.26 °C”, enquanto os valores médios da “temperatura máxima (25.40 °C) e temperatura mínima do ar (12.60 °C) foram os 2º valores mais altos desde 1931”.
Durante o passado mês de maio, o IPMA destaca os valores muito altos da temperatura do ar, muito superiores aos valores normais, na segunda quinzena de maio, em particular a partir do dia 17.
“Neste período ocorreu em diversas estações da rede de observação de superfície do IPMA uma onda de calor, de norte a sul do território do continente, a qual teve uma duração máxima de 16/17 dias e pode ser considerada como uma das mais longas e com maior extensão territorial para o mês de maio.
O valor médio da quantidade de precipitação em maio, 51.2 mm, corresponde a 72 % do valor normal 1971-2000. Neste mês destaca-se as condições de instabilidade atmosférica verificadas durante alguns períodos do mês (9-16 e 26- 31) que originaram a ocorrência de aguaceiros, que foram localmente fortes, por vezes de granizo e acompanhados de trovoada.
Verificou-se uma diminuição da área e da intensidade da seca meteorológica na região Sul; no entanto no interior Norte voltou a surgir a classe de seca fraca.
Primavera – 4ª mais quente desde 2000
No que respeita à primavera de 2020, em Portugal Continental, esta “classificou-se como muito quente em relação à temperatura do ar e normal em relação à precipitação.
O valor médio da temperatura média do ar foi superior ao normal (+1.51 °C) sendo o 8º valor mais alto desde 1931 e o 4º valor mais alto desde 2000.
O valor médio da temperatura mínima do ar foi o 6º valor mais alto desde 1931 e o 3º valor mais alto desde 2000; o valor médio da temperatura máxima do ar foi o 5º valor mais alto desde 2000.
O total da quantidade de precipitação ocorrida nos meses de março a maio, 240 mm, corresponde a cerca de 114 % do valor médio”.


