O incêndio de Monchique está “dominado” mas não extinto, havendo apenas “um ponto que causa maior preocupação” que é “no flanco este, que vai de São Marcos da Serra e São Bartolomeu de Messines”, disse hoje de manhã a 2ª comandante operacional da Proteção Civil, Patrícia Gaspar.
Assim, ao fim de uma semana, a situação é dada agora como controlada, naquele que é já o maior incêndio ocorrido na Europa este ano. Segundo adiantou Patrícia Gaspar, “é natural que hoje e nos próximos dias ainda haja pontos quentes e alguns pequenos reacendimentos, mas isso não significa que o incêndio volte a ativar”.
Precisamente para impedir que isso aconteça, bombeiros e forças de segurança irão continuar no terreno até o incêndio ser dado como extinto, embora o seu número venha a diminuir progressivamente, à medida que a situação se consolida. 
A vigilância ao perímetro do incêndio, à semelhança do que aconteceu ontem, será também feita por meios aéreos que, em caso de necessidade, darão o alerta aos bombeiros.
A comandante operacional disse ainda que as autarquias envolvidas no incêndio têm já técnicos no terreno, com o objetivo de começar a fazer o levantamento dos danos e prejuízos em habitações e terrenos.
No meio de argumentos e contra-argumentos, numa discussão que se antevê longa, sobre a forma como este incêndio foi combatido, o mesmo chega ao fim, no concelho de Silves, com um balanço triste mas ainda assim positivo, uma vez que não se registaram mortes ou feridos graves e não há conhecimento de que tenha ardido alguma habitação.







