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Entrevista a Rogério Pinto, do PSD: “A nossa estratégia resulta de uma política de continuidade com o que foi realizado até 2013”

“A nossa estratégia resulta de uma política de continuidade com o que foi realizado até 2013”

Quais as razões da sua candidatura?

Candidato-me um motivo muito simples, Silves foi afastado da rota do desenvolvimento e progresso.

Se olharmos para trás a pergunta que se impõe é: estamos melhor do que há quatro anos? A resposta é só uma: Não! Por isso há necessidade de conseguir projectar este concelho, as suas gentes, a sua identidade e recolocá-lo na rota de futuro.

Qual o balanço que faz do último mandato? ( O melhor e o pior)
Quanto ao balanço que faço nunca poderá ser muito positivo.

De facto, aquilo que mais surpreende é a ausência de uma estratégia. Navegamos ao sabor da maré. E isso nunca poderá ser positivo para ninguém.

Tal reflecte-se na ação que foi desenvolvida e onde ressaltam obras pontuais, mas nada de profundamente estruturante. Sabe, doze anos no executivo e quatro como vereador sem pelouro (não gosto de oposição, porque sempre defendi o concelho e nunca estive contra ninguém) deixam-me nunca posição única para afirmar que Silves necessita de despertar, voltar à vida. Precisa de alguém que saiba perspectivar e projectar este concelho que tem todas as condições para ser o melhor do Algarve.

Nos próximos quatro anos o que tem de mudar na autarquia?
Nos próximos quatro anos o que tem de mudar no concelho?
Penso que estas questões estão profundamente interligadas (daí a resposta conjunta). Pois acredito que ninguém conseguirá fazer nada se a casa não estiver, devidamente, arrumada.
Quando olhamos para estes quatro anos, constamos que foram introduzidas algumas alterações pontuais a nível interno (a nível externo não consigo encontra nenhuma). Passou a existir um balcão, que se achou que era um balcão único; os funcionários passaram a entrar por uma porta lateral e contratou-se uma empresa para fazer regulamentos. Estas foram as grandes alterações efectuadas. Mas se olharmos bem para elas, vemos uma outra realidade. O balcão de atendimento constitui mais uma centralização de serviços que um balcão, verdadeiramente, único. Neste momento tem funcionários de alguns serviços (recordo que nem todos os serviços estão no suposto balcão único) reunidos num único local, nada mais. Já a entrada dos funcionários pela lateral, que não percebemos o seu porquê, traduziu-se em ganhos de eficácia na prestação laboral, ou foi só para distrair atenções?
No que toca aos regulamentos, não tem a Câmara funcionário devidamente capacitados e competentes para, internamente, realizar este serviço? Eu acredito que sim! Aliás, nos doze anos que tive pelouros atribuídos, e onde cheguei a ser presidente, nunca tive razão para colocar em causa a competência e saber de nenhum funcionário. Confio plenamente na qualidade do seu trabalho. E é isso que farei, nunca irei buscar fora o quando temos dentro. Isso valoriza-nos como todo e dignifica cada um dos funcionários. Temos talento interno e externo há que apostar nele sem qualquer ou hesitação.
Que farei diferente? Em primeiro lugar irei avaliar o que foi mudado, em segundo o balcão único terá de ser isso mesmo, um local onde o munícipe resolva todos os seus problemas de uma vez, seja presencial, seja digitalmente. É preciso lançar mão de todos os recursos possíveis. E, repare, esta simples mudança diz muito do que queremos para o concelho.

Queremos um concelho dinâmico ativo e desburocratizado, simples e assertivo, pois só assim estaremos em condições de atrair investimentos e gerarmos uma economia de futuro, um economia que olha, muito seriamente, para a tecnologia.

Obviamente, nunca poderemos esquecer toda a riqueza patrimonial que temos, e aqui lanço um desafio a todos: Paremos de olhar Silves como capital de um glorioso passado árabe. Silves é mais do que isso! São os fenícios que nos visitaram, os romanos que nos colonizaram, os bárbaros que convertemos ao cristianismo, são os árabes que nos conquistaram e os cristãos que nunca desistiram de nós, mas são também todos aqueles que nos visitam e aqueles que se apaixonaram por esta terra de lendas e encanto, e escolhem viver entre nós. Silves é tudo isso e muito mais. Se quiser, numa palavra, Silves é Tolerância e a nossa história é testemunha disso mesmo.
Este é o caminho que propomos para o concelho!

Caso seja eleito quais as medidas que tomará em primeiro lugar?
Sabe as medidas para as freguesias não deixam de ser aquelas que traçamos desde a apresentação do PEDS (Plano estratégico de desenvolvimento de Silves) e que este executivo colocou de lado.
Penso que este concelho tem condições únicas para ser charneira no Algarve. Repare, aquando da construção da Barragem do Odelouca, vislumbrou-se a possibilidade de desenvolvimento de São Marcos da Serra, daí o sério investimento nessa Aldeia e Freguesia, pelo que entendo imprescindível concluir as obras da Albergaria e do Museu do Azeite. São Marcos com uma unidade hoteleira, ganha preponderância no contexto onde se insere, ficando numa posição de destaque em relação às freguesias vizinhas. São Bartolomeu de Messines, necessita de contar todas as suas histórias, de animar o seu centro histórico, ou casco antigo, como atualmente se define, e esse projecto também já existe. Não posso deixar de saudar a construção do Parque de Feiras, desde logo identificado como necessário por nós desde 2005 (data em que definimos o projecto). Tunes e Algoz com uma situação geográfica única na nossa região, com condições fantásticas para instalação de um parque industrial que sirva de grande plataforma logística para a região (haja força no executivo). Pêra e Alcantarilha, onde estávamos a apostar em turismo de grande qualidade, sendo nossa intenção retomar esses projectos. Armação de Pêra que viu toda a sua frente de mar recuperada, mas que nada mais viu ser feito, há que fazer a intervenção na Fortaleza e no Antigo Casino, e há que criar parques de estacionamento (o que digo está tudo previsto desde, pelo menos 2009).
Deixei para o fim a sede de concelho, há que ser criativo com o que temos, há que pegar no que existe e arranjar soluções que nos projectem para o futuro. Temos de pensar a Fábrica do Inglês, o Instituto Piaget, a antiga fábrica do tomate e todos os espaços que existem, temos de falar com as pessoas e juntos dar soluções para estes locais. Silves tem de se saber projectar para o futuro, pois é para lá que queremos ir. E, obviamente, repensar, muito seriamente a Feira Medieval, este incontornável evento que se impos a todo e qualquer executivo.

Quem nos conhece sabe que a nossa estratégia resulta de uma política de continuidade com o que foi realizado até 2013, não de cortes cegos.

Claro está que podemos sempre afinar aqui e ali, mas, na sua essência, os grandes projectos estão definidos e são públicos. Quem nos conhece sabe que respeitamos os tempos políticos definidos e sabe também que o nosso programa está feito e resultou de muito debate interno e que a seu tempo será público.

Nota: O Terra Ruiva convidou todos os candidatos à Câmara Municipal de Silves a responderem por escrito a algumas questões idênticas para todos os candidatos. Estas entrevistas foram publicadas na nossa edição em papel, do mês de setembro, seguindo a ordem alfabética, critério que aqui se manterá. 

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