Ao utilizar este site, concorda com a nossa politica de privacidadePolitica de Privacidade e Termos e Condições.
Accept
Terra RuivaTerra RuivaTerra Ruiva
  • Concelho
  • Sociedade
    • Ambiente & Ciência
    • Cultura
    • Educação
    • Entrevista
    • História & Património
    • Lazer
    • Política
  • Opinião
  • Vida
  • Economia & Emprego
  • Algarve
  • Desporto
  • Autores
    • António Eugénio
    • António Guerreiro
    • Aurélio Cabrita
    • Clara Nunes
    • Débora Ganda
    • Eugénio Guerreiro
    • Fabrice Martins
    • Francisco Martins
    • Frederico Mestre
    • Helena Pinto
    • Inês Jóia
    • José Quaresma
    • José Vargas
    • Maria Luísa Anselmo
    • Maria José Encarnação
    • Miguel Braz
    • Paula Bravo
    • Paulo Penisga
    • Patricia Ricardo
    • Ricardo Camacho
    • Rocha de Sousa
    • Rogélio Gomes
    • Sara Lima
    • Susana Amador
    • Teodomiro Neto
    • Tiago Brás
    • Vera Gonçalves
  • Página Aberta
  • AUTÁRQUICAS 2025
    • AUTÁRQUICAS 2021
  • Edições
Reading: Alguns documentos para a história do Algoz
Partilhe
Font ResizerAa
Terra RuivaTerra Ruiva
Font ResizerAa
  • Home
  • Demos
  • Categories
  • Bookmarks
  • More Foxiz
    • Sitemap
Follow US
  • Advertise
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Terra Ruiva > Sociedade > História & Património > Alguns documentos para a história do Algoz
História & PatrimónioSociedade

Alguns documentos para a história do Algoz

José Manuel Vargas
Última Atualização: 2016/Fev/Seg
José Manuel Vargas
10 anos atrás
Partilhe
PARTILHE

Antes do século XVI, quando foi criada a freguesia do Algoz, são muito raros os documentos escritos que nos permitam conhecer a história da povoação nos seus primórdios.

 

Na ausência dessa documentação, tem-se recorrido a outras fontes (arqueológicas, toponímicas, tradicionais) para esboçar, por vezes de forma fantasiosa, um quadro explicativo das origens e evolução do Algoz. Assim, continuam a divulgar-se, como certezas históricas, imaginativas teorias sobre um hipotético solar dos Tenreiros, ou outras conjecturas vagamente sustentadas.
Entretanto, nos últimos anos, têm sido conhecidos e divulgados alguns documentos que poderão, a par da investigação arqueológica, soalgoz saúda-vosbretudo, lançar nova luz sobre o passado desta antiga freguesia. Desses documentos, apresentamos uma breve síntese, com resumos e transcrições parciais, por ordem cronológica:

 

 

Séc. XV
– 1403, Abril, 9 – Joham Eannes do Algoz, morador em Albufeira, referido num contrato de venda (ANTT, Ordem de Avis, nº 752)

– 1444, Março, 25 – D. Afonso V privilegia João Eanes o Velho, acontiado em cavalo raso, morador em Algoz, concedendo-lhe aposentação pela idade de 70 anos. (ANTT, Chancelaria de D. Afonso V, liv. 24, fl. 59v

– 1491, Janeiro, 12 – Carta de perdão a Gomes Raposo, morador no Algoz (ANTT, Chancelaria de D. João II, Liv. 25, fl. 58v)
Dom João, cet. «Sabede que Gomes Raposo, morador em Algoz, termo da nossa cidade de Silves, nos enviou dizer que um Lourenço Vasques Neto, querelara dele dizendo que ele suplicante saltara com ele quereloso onde andava no termo da dita cidade alqueivando em uma terra de propósito e lhe dera muitas pancadas e uma ferida pola cabeça, pola qual querela ele suplicante andava amorado. E diz que o quereloso lhe perdoara, como prova o público instrumento apresentado, feito por «Afonso de Magalhães, tabelião por Nós em a dita cidade», aos 28 de Abril de 1490. E enviou-nos pedir que «lhe perdoássemos a nossa justiça (…) porquanto o dito quereloso era são e sem nenhum aleijão e lhe perdoara»… E Nós vendo isso, se assim é, «visto o perdão da parte… Temos por bem e perdoamos-lhe a nossa justiça… contanto que ele pague 1.000 reais pera a [Arca da] Piedade».

Séc. XVI
– c. 1525 – Um índice do mapa corográfico de Portugal (Códice nº 130 da Biblioteca de Hamburgo, publ. Suzanne Daveau, Um Antigo Mapa Corográfico de Portugal (c. 1525), Lisboa, 2010) refere a povoação do Algôs, entre Albufeira e Alcantarilha. Assinale-se que no conhecido mapa de Álvaro Seco (1561) não é mencionado o Algôs, mas sim Pêra.
– 1541, Novembro, 12 – Caderno das pessoas de cavalo e armas de Silves
(ANTT, Corpo Cronológico, Parte II, maço 235, nº 45 (publ. Miguel Moniz Côrte-Real, in “O Mirante”, 2007, pp. 57-95)
Título de Alcantarilha e Pera e sua freguesia, termo desta cidade (…): Afonso Anes do Algoz, não tem criação, tem cavalo e couraças e lanças (…);
Fernão Rodrigues do Algoz, não tem criação, tem rocim de marca e lança (…); Diogo Estevens do Algoz, não tem criação, tem rocim de marca e lança.
– c. 1550 – Tombo do Almoxarifado de Silves, (publ. Miguel Moniz Côrte-Real, Silves, 2007
Inês Pincha tem mais no lugar do Algôs termo da dita cidade de Silves um forno de poia de cozer pão que parte de uma parte com casas de Domingas Estevens, viúva, e da outra com casas de Pedro Lourenço e das outras com chãos vagos, o qual forno é da Coroa do Reino e paga dele de foro 300 reais por ano. (…) Item, Rui Lourenço e Breatiz Afonso, sua mulher, moradores em Benesiate … tem um forno de poia no lugar do Algôs que parte com rossio e com casas de Vicente Lourenço e André Afonso.

– 1587 – Início dos Livros de Registo Paroquial
(a freguesia foi criada depois de 1541 e antes de 1587)
– 1589, Setembro, 12 – Presença de ciganos na freguesia
Aos doze dias do mês de Setembro da dita era [1589] bautizei eu António Gonçalves, cura, a Maria, filha de Martim de Fustamante e de Luzia Martins, siganos. Foi padrinho Vicente Vasques e madrinha Domingas Gonçalves. E por verdade assinei (António Gonçalves).

1598 – Informação do Bispo do Algarve ao Papa (Arq. Sec. Vaticano), publ. “Anais Mun. Faro”, 2000, p. 225)
Nossa Senhora da Piedade no lugar do Algoz tem cento e onze fregueses e trezentas e noventa e três almas de confissão. Pagam o Cura à sua custa.

Estes e outros documentos que uma pesquisa mais minuciosa acabará por revelar, analisados comparativamente com os dados da investigação arqueológica que apontam para uma vila romana, depois alcaria islâmica, no sítio de Algoz Velho (próximo à ermida de N. S. Pilar), poderão confirmar o grau de veracidade da tradição referida pelo Padre Luís Cardoso, em 1747 (Dicionário Geográfico, Tomo I, Lisboa, 1747, pp. 289-290): É tradição que fora vila, de que ainda hoje se vêm vestígios de povoação, pelos retalhos de alicerces de grossas muralhas, e outros edifícios demolidos, muitos portais e pedras lavradas.
É um desafio que fica para os investigadores.

Resiliência territorial é tema de sessão em Silves
Charolas no Mercado de Messines
Janeiras no Mercado de Armação de Pêra
XXVII Encontro de Janeiras em Alcantarilha
Pedro Tadeu apresenta “Porque sou Comunista”, na Biblioteca de Silves
TAGGED:AlgozJosé Manuel Vargas
Partilhe este artigo
Facebook Email Print
PorJosé Manuel Vargas
Natural de Lisboa, nascido em 1948. Tem ascendência materna e paterna ligada às freguesias de S. Bartolomeu de Messines e S. Marcos da Serra. Professor do Ensino Secundário ( aposentado), é investigador de história local e regional, com várias obras publicadas.
Artigo Anterior Revista sobre a história do turismo com textos de Aurélio Nuno Cabrita e Vítor Neto
Próximo Artigo Dia das Doenças Raras assinala-se a 29 de fevereiro
2 comentários
  • Santos diz:
    5 de Março, 2016 às 8:00

    o registo do Algoz marcando presença de ciganos é de 1591 (e não 1589) – registo de batismos do Algoz p. 9

    Responder
  • José Manuel Vargas diz:
    8 de Março, 2016 às 20:01

    Obrigado pelo seu comentário, caro Santos. Tem toda a razão. O registo é de 1591, tal como os da página anterior e o último da pág 9. “28 dias de Setembro da era de 91”. Nem sei como arranjei o 1589…

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas

Motivação 2026
Editorial Opinião
Assinado contrato para Plano de Pormenor da Caravela, em Alcantarilha
Concelho
Construção de novo hotel em Armação de Pêra divide opiniões – obras já começaram
Concelho
Câmara de Silves está a contratar
Economia Economia & Emprego Emprego
Sindicato Nacional de Proteção Civil alerta para a “grave situação” dos Bombeiros de Silves
Concelho

– Publicidade –

Jornal Local do Concelho de Silves.

Links Úteis

  • Notícias
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica

Publicidade

  • Publicidade & Assinaturas
  • Conteúdo Patrocinado

Info Legal

  • Contactos e Info Legal
  • Termos e Condições
  • Politica de Privacidade

Siga-nos nas Redes Sociais

© Copyright 2025, Todos os Direitos Reservados - Terra Ruiva - Created by Pixart
Ajustes de acessibilidade

Com tecnologia de OneTap

Durante quanto tempo queres ocultar a barra de acessibilidade?
Duração de ocultação da barra
Perfis de acessibilidade
Modo de Deficiência Visual
Melhora os elementos visuais do site
Perfil Seguro para Convulsões
Remove flashes e reduz cores
Modo Amigável para TDAH
Navegação focada, sem distrações
Modo de Cegueira
Reduz distrações, melhora o foco
Modo Seguro para Epilepsia
Escurece cores e para o piscar
Módulos de conteúdo
Tamanho do ícone

Padrão

Altura da linha

Padrão

Módulos de cor
Módulos de orientação
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?