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Não há planetas eternos nem utopias sem fim

Rocha de Sousa
Última Atualização: 2016/Fev/Ter
Rocha de Sousa
10 anos atrás
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Os Açores sofreram uma das tempestades que o aquecimento do planeta reflecte, quer pelas grandes quantidades de CO2 que a actividade industrial humana produz aos biliões de toneladas, quer por metamorfoses cíclicas inerentes à vida dos vastos ecossistemas confrontados. Desde Kyoto que a humanidade tenta encontrar linhas de contensão no sentido de se começar a corrigir os erros da produção, consumos e desperdícios, embora a teimosia gananciosa dos poluidores resista enquanto não chegar ao limite. A poluição, cada vez mais generalizada, da atmosfera do planeta, chegando a níveis preocupantes, envolveu há dois meses quase todos os países da Terra no sentido de discutirem o problema e atingirem uma resolução pragmática por unanimidade. Assim aconteceu. Mas a crença das populações está longe de se vincular à eficácia das normas.

Constatando que, apesar do aumento na conscientização geral, relativamente pouco havia sido feito pelo ambiente em grande escala, a ONU criou em 1983 a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, cujos trabalhos resultaram no Relatório Brundtland, que enfatizou a íntima associação entre pobreza e subdesenvolvimento e dano ambiental, e sedimentou o conceito de desenvolvimento sustentável. O relatório também recomendou a convocação de uma conferência internacional a fim de discutir os avanços e necessidades não atendidas desde a Conferência de Estocolmo, o que se concretizou em 1992 na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como Rio-92 ou ECO-92. A Conferência produziu uma série de documentos importantes, entre eles a Carta da Terra, a Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento, a Convenção sobre a Biodiversidade, a Convenção sobre as Mudanças Climáticas e a Agenda 21, estabelecendo compromissos e metas a serem alcançadas pelos países signatários. Vários outros encontros e acordos seriam realizados nos anos sucessivos, mas, nas palavras de Leonardo Borges, repetidamente se alega que os avanços até hoje são insuficientes. 1

As questões regionais do ambiente, contextualizadas no espaço global, tendem a desligar-se do mundo, mas nunca deixaram de pertencer a esse problema. Desde 1992, todos os problemas tornaram-se mais graves do que na década anterior. A ratificação do Protocolo de Kyoto não foi conseguida por todos os países envolvidos. Portugal assinou, mas, em boa verdade, na região do Algarve, em função do turismo e segundo os mimetismos em torno de êxitos exteriores, o plano ordenador da Província espalhou, de mistura, razoabilidades de boa dimensão e utopias pagas irracionalmente por grandes grupos económicos. As leis de ordem e defesa marítima obrigam a recuar a construção imobiliária bem atrás de uma linha de 500 metros até à orla de costa. Na praia da Rocha, nos anos de uma certa disciplina laminar, alguém conseguiu construir o Hotel Algarve sobre a falésia (linha de costa) e mesmo a menos de 500 metros da rebentação final das ondas do mar.

Não foi preciso muito mais ilegalidades, a galinha dos ovos de ouro estava longe de qualquer palpite sobre o apocalipse. E assim começou, sem qualquer verdadeiro zelo ecológico, ambiental ou mesmo paisagístico, descurando-se quase tudo o que deve servir e tornar fruível a todos os níveis, meios diversos, de circulação, logística e complementaridade — a par da previsibilidade da relação quantidade/qualidade. Sobretudo até ao barrocal, o Algarve foi arrasado pela construção, casas, casinhas, hotéis, luxos aqui e além, barracas para se comer peixe grelhado, tudo já na areia, quase numa arrumação rente às rochas da falésia ou muros naturais em dissolução.

A assombração mexeu-se por todo o lado, em particular de Albufeira no sentido de Armação de Pera e mais além, perto de Lagos, o interior apenas salpicado de artifícios sem história.

O caso de Armação de Pera tornou-se uma verdadeira assombração, o exemplo colossal do que nunca se deve fazer em tais projectos nacionais. Construir em altura e daquela maneira é desafiar tudo o que foi a nossa melhor tradição cultural neste domínio; mas, sobretudo, foi e é um desafio catastrófico se a humanidade, ainda em guerras de fundo global, de grande constrangimento, não começar a trabalhar em nome da vida e da Natureza. Porque o que aconteceu há semanas em Albufeira tende, em menos de cem anos, a mergulhar nos oceanos quase toda a nossa costa e muitos países de baixa altitude correm já o risco de desaparecer — parte da Indonésia, por exemplo.

Muita coisa deverá começar a acontecer desde já: reprojectar zonas litorais, abrir obras decisivas para proteger a costa, evitando construção maciça, abrindo vias e interior requalificado no trabalho e nos serviços de lazer. É preciso (pelo menos) reparar no que acontece nas Filipinas há mais de 20 anos, quase todos os anos, e com dez a vinte mil vítimas em cada caso.

1. Dados citados em painéis sobre o ambiente, Wikipédia

Ambição
O admirável negócio da doença
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TAGGED:ambienteRocha de Sousa
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PorRocha de Sousa
Natural de Silves. Professor Universitário ( aposentado) pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, onde foi docente. Membro da Academia Nacional de Belas Artes. Com larga atividade artística em vários campos, da pintura, ao cinema, do vídeo à literatura, Participou em dezenas de exposições, em séries de arte para a RTP, tem publicadas vários livros e é colaborador do Jornal de Letras.
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