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Silves apresenta Candidatura a “Cidade do Vinho 2016”

cidade do vinho

A Câmara de Silves apresentou a sua candidatura a “Cidade do Vinho 2016”, durante o 2º Salão Nacional de Vinhos, inserido no 35º Festival Nacional de Gastronomia de Santarém.

São sete os municípios, entre os quais o de Silves e de Lagoa, que concorreram a esta iniciativa da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), que tem como objetivo “valorizar a riqueza, a diversidade e as características comuns da cultura do vinho e de todas as suas influências na sociedade, paisagem, economia, gastronomia e património dos territórios”.

A formalização da candidatura de Silves foi feita pela presidente da Câmara, Rosa Palma e pela vereadora Luísa Luís, no dia 23 de outubro, altura em que, a convite da AMPV, esteve presente no 2.º Salão Nacional de Vinhos, inserido no Festival Nacional de Gastronomia de Santarém, representando o Algarve.

Neste festival, a autarquia deu “particular destaque ao vinho de Silves João Clara, galardoado com uma medalha de prata na 14.ª edição do Concurso Internacional “La Selezione del Sindaco”.” No espaço destinado a provas de vinho estiveram também representados os vinhos e licores dos seguintes produtores: Quinta do Barranco Longo, Quinta dos Vales, João Clara, Quinta do Francês, Quinta do Barradas, Regionalarte, Talurdinha, Quinta da Vinha – Cabrita e Quinta Rosa – JAAP. Não faltou a doçaria do concelho representada por : Marília Louçã, Teodorina Madeira e Quinta dos Avós.

Capital do Vinho

Sobre a candidatura apresentada pela autarquia, diz a mesma que “é uma iniciativa tida como da maior importância, pelo Executivo, pois consolida uma posição já vincada pelo Município no que toca à promoção dos vinhos, posição essa que incluiu a criação da marca “Vinhos de Silves” e que permitiu a identificação dos produtores de vinho do concelho (Silves tem o maior número de produtores vitivinícolas do Algarve) e todo um trabalho subsequente de promoção do produto e de associação deste ao património imaterial das diversas freguesias”.

Para se candidatar a Câmara elaborou um “programa anual de ações culturais, de formação e sensibilização ligadas ao vinho, com visibilidade nacional”, como o exige o regulamento da candidatura. Esse programa terá como objetivo central aliar o vinho ao património e ao turismo de forma a criar um conjunto de iniciativas, desenvolvidas com a colaboração de vários parceiros, e que atraiam visitantes e sejam geradores de riqueza para o concelho.

As candidaturas serão avaliadas pela AMPV e os resultados serão conhecidos entre 16 a 30 de novembro de 2015. A gala de nomeação da Cidade do Vinho 2016 será realizada em fevereiro de 2016, na cidade escolhida.

O projeto da Cidade do Vinho 2016 decorrerá de janeiro a dezembro do próximo ano.

O Vinho em Silves

Os primeiros contactos das populações do Algarve com o vinho ocorreram há mais de dois mil anos, através de contactos com os fenícios ou os gregos. Na altura, o vinho era uma bebida de valor económico elevado, cujo consumo se restringia a ocasiões especiais. Era utilizado como produto de troca, transportado e transacionado nas várias feitorias fenícias estabelecidas no Sul da Península Ibérica.

A chegada das legiões romanas à Península Ibérica, a partir do século II a.C., fez com que o consumo e cultivo da vinha se generalizassem entre as populações locais, alterando hábitos de produção.

Durante os séculos XI e XII foram elaborados no al-Andaluz, tratados agronómicos que revelaram uma preocupação especial com o amanho das vinhas.

Após a conquista cristã, os monarcas de Portugal aproveitaram este conhecimento e incutiram a responsabilidade do cultivo das suas vinhas aos mouros.

Durante o século XVII a vinha ocupava uma vasta extensão de terras em detrimento do cultivo cerealífero. O Marquês de Pombal põe termo a esta situação, ordenando o arrancamento de plantações excedentes, delimitando zonas de produção, nomeadamente em Silves.

A Região Demarcada do Algarve foi criada no início da década de 80. São quatro regiões produtoras de vinhos de “Denominação de Origem Protegida”: DOP Lagos, DOP Lagoa, DOP Portimão e DOP Tavira.

A CVA – Comissão Vitivinícola do Algarve, como organismo de certificação acreditado pelo IPAC – Instituto Português da Certificação, controla e certifica os produtos vínicos criados na região. Com o apoio da Região do Turismo do Algarve, tem desenvolvido um plano de comunicação que visa a divulgação dos vinhos, adegas e quintas e ainda a criação do site oficial da “Rota dos Vinhos do Algarve”, da qual Silves faz parte, motivo pela qual o município cedeu um quiosque, na Praça do Município, para promoção e divulgação dos Vinhos do Algarve.

Com um clima tipicamente mediterrânico, o Algarve enquanto região vinícola demarcada, é conhecido pela utilização de castas tradicionais para a produção de vinhos de qualidade, com um acentuado sabor a fruto, baixa acidez, sendo a graduação elevada.

Na última década a produção de vinho de elevada qualidade intensificou-se, sendo que hoje os vinhos algarvios atingiram padrões de elevada qualidade sendo reconhecidos nacional e internacionalmente através da obtenção de muitos prémios.

VINHOS DE SILVES:
650 Hectares de Vinha
11 Produtores

PRODUTORES:
Quinta do Francês ( Ribeira de Odelouca)
Quinta dos Vales ( Silves e Lagoa)
Quinta de Mata-Mouros (Silves)
Quinta do Barradas (Silves)
Quinta do Outeiro (Silves)
Quinta Rosa (Silves)
Quinta da Vinha – Cabrita (Silves)
Quinta João Clara ( Alcantarilha)
Quinta do Barranco Longo (Algoz)
Quinta da Malaca (Pêra)
Quinta do Morgado da Torre (Penina, Portimão)

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