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RTA promove candidatura do Algarve junto da UNESCO

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A Região de Turismo do Algarve, a Direção Regional de Cultura do Algarve, a Universidade do Algarve e oito municípios algarvios, entre os quais o Município de Silves, subscreveram a pré-candidatura conjunta à integração na lista indicativa da UNESCO, com a designação «Lugares da primeira globalização».

«A candidatura enquadra-se no critério de «Paisagem Cultural» (Associativa), integrando elementos patrimoniais, mas também a história associada aos lugares, reconhecendo o seu valor universal.

O Algarve alberga vários locais, símbolos, mitos e personagens, que é fundamental salvaguardar na narrativa da História de Portugal e do Mundo. Estes «Lugares da Primeira Globalização», que se prendem com o período de abertura da expansão marítima das rotas comerciais, estão na génese de um novo modo de conceção do mundo e de relações entre os povos, e detêm assim um valor universal a preservar.
Além dos municípios algarvios de Vila do Bispo, Lagos, Aljezur, Monchique, Portimão, Silves, Tavira e Castro Marim, a candidatura conta já com a participação da Cidade Velha de Cabo Verde (Património Mundial) e pretende envolver Ceuta, Alcácer Céguer em Marrocos, Arguim na Mauritânia, e os arquipélagos atlânticos.

O objetivo desta candidatura de cooperação internacional é promover valores de tolerância, aumentar o conhecimento sobre o património e a diversidade cultural, promover a preservação do património histórico, assim como fomentar melhores relações entre os povos.
A Região de Turismo do Algarve, cuja missão está centrada na valorização turística da Região, encabeça assim esta proposta de candidatura, tendo em conta o papel fulcral do turismo na preservação do património cultural, natural, material e imaterial.

Quando, no século XV, se inicia a grande era dos Descobrimentos, período considerado por muitos a primeira fase do fenómeno de Globalização, o Algarve assume o seu papel no novo desenho do mundo, com o Infante D. Henrique a fazer do extremo Barlavento o local de controlo de navegação entre o Atlântico e o Mediterrâneo. Mas a Região possui ainda marcos históricos muito mais vastos, como os indícios da presença dos mouros, os testemunhos do tráfico de escravos em Lagos, etc.: património que se pretende, através desta candidatura, promover e preservar, pelo seu valor histórico inquestionável.

Até ao final de 2015 as entidades promotoras irão proceder a uma apresentação oral de defesa da candidatura junto da Comissão Nacional da UNESCO, da qual se espera uma decisão final até ao final do próximo ano.»

Um processo iniciado em novembro de 2002

A candidatura a «Lugares de Primeira Globalização» é o resultado de um processo iniciado em 2002, quando o Turismo do Algarve entregou na Comissão Nacional da UNESCO um pedido de inscrição de Sagres na Lista Indicativa do Património Mundial. A Comissão emitiu observações que inviabilizaram a candidatura e preconizou a integração numa candidatura mais ampla. Sagres manteve-se desde então integrado na candidatura da «Costa Sudoeste», colocada na Lista indicativa de Bens Portugueses a Património Mundial da UNESCO. No entanto, a Região de Turismo do Algarve e a Direção Regional de Cultura do Algarve sempre mantiveram o interesse na elevação de Sagres e dos lugares associados aos Descobrimentos Henriquinos a Património Mundial, assumindo desta vez um carácter transnacional.

Em Junho de 2014, foi reiniciado pelo Comité Nacional da UNESCO uma atualização das candidaturas, tendo sido retomado este processo, assim como o relativo «À Costa Sudoeste» pelas entidades regionais da cultura e do turismo.

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