São mais de 400 as praias portuguesas que este ano irão ostentar a Bandeira Azul, símbolo de qualidade, mais seis do que no ano passado.
No Algarve as praias com Bandeira Azul serão 85, menos uma do que no ano passado, (saiu a Praia da Batata, em Lagos). No concelho de Silves, como tem sido habitual, todas as praias terão bandeira azul, em Armação de Pêra e Praia Grande, em Pêra.

Além das 85 praias costeiras, a Bandeira Azul foi também atribuída a quatro marinas na região, Albufeira, Lagos, Vilamoura e Portimão e a duas embarcações ecoturísticas, em Portimão.
Albufeira é concelho algarvio com mais distinções (25), seguido de Vila do Bispo e Loulé, ambas com 10, Portimão e Lagoa (seis praias), Aljezur, Faro, Olhão, Tavira, Vila Real de Santo António (quatro), Lagos e Castro Marim (três) e Silves (duas).
A cerimónia oficial do hastear da primeira bandeira azul em praia costeira decorre este ano em Santa Cruz da Graciosa, nos Açores, a 3 de Junho.
Portugal ocupa a sexta posição entre os 51 países que desenvolvem o Programa Bandeira Azul, tendo em conta os locais galardoados.
Segundo a Associação da Bandeira Azul, em 2025, os promotores do Programa Bandeira Azul são desafiados a trabalhar o tema “Restauro da Natureza”.
«Nos últimos 100 anos a pressão da atividade humana sobre a Natureza não tem parado de aumentar. Ao longo de décadas assistimos à destruição sistemática de habitats e ao desaparecimento e substituição de espécies endémicas por espécies invasoras com maior rentabilidade económica.
Testemunhámos uma redução gradual da biodiversidade, tanto terrestre como marinha, colocando em risco a já frágil relação de equilíbrio entre ecossistemas. Apesar do trabalho da Bandeira Azul na sensibilização da opinião pública para a urgência da mudança de comportamentos, continuamos a deparar-nos com a resistência de uma sociedade que insiste em não reconhecer limites para o consumo e para o desperdício.
Os portugueses têm consciência que a Natureza se encontra em mau “estado de conservação”. Em 2025 vamos dar-lhes as ferramentas e a oportunidade de participarem ativamente no seu “restauro”.
Quais são essas ferramentas? As que a própria Natureza nos ensinou. A experiência diz-nos que é possível reverter processos de perda de biodiversidade através da proteção de habitats, da preservação de zonas húmidas ou da introdução de espécies endémicas, incluindo predadores, que ajudam a equilibrar o ecossistema. Da mesma forma que o desaparecimento de uma espécie produz um efeito negativo em cadeia, a eliminação de barreiras artificiais e a criação de corredores verdes têm a capacidade de afetar positivamente o desenvolvimento e resiliência das áreas naturais.»






