A fábrica da Corticeira Amorim em Silves irá encerrar, segundo notícia divulgada hoje por várias publicações da área económica.

De acordo com a informação prestada pela Corticeira Amorim, esta decidiu transferir, a partir de 9 de junho, a fábrica de Silves para a de Vendas Novas, para assegurar uma “maior competitividade” do negócio.
Aos trabalhadores, que são atualmente 31, será feita uma proposta para estudar a possibilidade de transferência para a fábrica de Vendas Novas, que fica a 200 quilómetros de distância. Antevendo as dificuldades na concretização dessa proposta, a empresa diz estar disponível “para negociar condições justas de indemnização” com os trabalhadores que não desejem essa transferência.
Quanto às razões para este encerramento da unidade de Silves, no documento enviado hoje pela Corticeira Amorim à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e citado pelo jornal Notícias ao Minuto, a centralização na unidade de Vendas Novas “beneficiará da maior proximidade da produção às matérias-primas utilizadas e da concentração dos investimentos necessários à obtenção de maior produtividade e competitividade no relançamento do negócio de cortiça expandida”.
A Corticeira refere ainda que “a decisão baseou-se unicamente na eficiência operacional, considerando exclusivamente questões de mercado, capacidade instalada versus dimensão do mercado e a localização do montado de sobro”.
Esta decisão acontece no âmbito de “importantes investimentos em novas tecnologias” em curso “com vista ao relançamento do negócio de cortiça expandida”.
Com o encerramento da fábrica de Silves é uma grande página da história da cidade que se encerra, ligada à indústria da cortiça.








