A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) decidiu hoje, dia 2 de fevereiro, o aumento do preço da água, para fazer face “ao grave problema de seca na região”. O objetivo é “restringir o consumo ao estritamente indispensável”.
Os aumentos irão entrar em vigor no mês de março e aplicam o princípio de quem mais gasta mais paga.
Para a AMAL, é “urgente e absolutamente necessário poupar água no Algarve e a alteração aos tarifários integra um conjunto de medidas, já anunciadas pelo Governo, para se reduzir em 15% o consumo de água.”
As alterações foram decididas numa reunião realizada esta manhã, na Comunidade Intermunicipal do Algarve, e têm por base a proposta da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR).
Os aumentos deixam de fora o primeiro escalão, no segundo a subida será de 15%, no terceiro de 30% e no quarto escalão chega aos 50%.
Os escalões não são iguais em todos os concelhos, mas, de uma forma geral, os consumos estão distribuídos da seguinte forma:
– Primeiro escalão: até aos 5m3 de consumo por mês. Fica isento de aumento.
– Segundo escalão: entre os 5 e os 15m3 de consumo mensais. Abrange a maioria dos consumidores. Terá um aumento de 15%.
– Terceiro escalão: vai dos 15 aos 25m3 de consumo. Terá um aumento de 30%.
– Quarto escalão: acima dos 25m3. Terá um aumento que chega aos 50%.
A AMAL esclarece que “os municípios algarvios estão obrigados a alcançar a meta de 15% na redução de consumo de água, estabelecida pelo Governo, e irão ser aplicadas multas nos casos em que persistam usos considerados excessivos. Por outro lado, os municípios que, pelo segundo mês consecutivo, não reduzam o consumo, sofrem uma redução na água que lhes é fornecida, o que significa que irão ter menos água disponível nas torneiras.”
O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, espera que com estas medidas se ganhe “real consciência do grave problema que vivemos, na região do Algarve, e que obriga ao envolvimento e ao esforço de todos”.
António Pina considera que no caso do segundo escalão, que inclui a grande maioria dos consumidores, “se uma família poupar 15% no consumo, o aumento no tarifário vai ser nulo. Nos restantes escalões, se os consumidores adotarem a mesma postura, também não vão sentir a subida dos tarifários, mas quem não poupar, quem não for solidário com todos os outros consumidores e continuar a gastar mais água do que deve e necessita, vai ser penalizado, podendo, no limite, pagar mais 50% do que paga atualmente”.
A AMAL diz ainda que “os municípios já estão, há vários meses, a implementar uma série de outras medidas, com vista a baixar o consumo de água, como por exemplo, redução da rega nos espaços verdes, da lavagem de ruas e do tempo de funcionamento das fontes e fontanários, entre outras. Estão também, ao abrigo do PRR, a executar obras de reabilitação dos sistemas de abastecimento em baixa, com o objetivo de reduzir as perdas reais de água.”







