O X Congresso da União dos Sindicatos do Algarve/CGTP-IN, decorreu no dia 27 de outubro, sob o lema “Valorizar Salários, Defender Direitos, Qualificar Emprego, Mais Força à Luta dos Trabalhadores”, e contou com a presença da secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha.
Em nota informativa, a União dos Sindicatos afirma que “o Congresso debateu a situação política, laboral, económica e social da região do Algarve e através das muitas intervenções foram expostas as principais reivindicações dos trabalhadores de diversos setores e as principais formas de luta para a intransigente defesa dos seus direitos.
Foi eleita a nova direção da União dos Sindicatos do Algarve, constituída por 29 elementos de 17 sindicatos, foi eleita a Comissão Executiva e uma nova coordenadora da USAL – Catarina Marques, 45 anos, professora e dirigente sindical do SPZS.”

“Numa região assente num único modelo económico – o Turismo, em que prevalecem os baixos salários e uma enorme precariedade, a desregulação de horários e a sazonalidade, os trabalhadores também denunciaram a incapacidade deste modelo económico em promover o desenvolvimento harmonioso do Algarve e em transformá-lo numa região de bem-estar social, com emprego com direitos e salários dignos.
O que os trabalhadores e os seus sindicatos representativos afirmam é que é possível viver melhor na região, e no país, e não aceitam o discurso das inevitabilidades nem do mal menor e exigem resposta ao brutal agravamento do custo de vida e ao aumento da exploração. Os trabalhadores exigem a urgência do aumento dos salários e pensões, a regulação dos horários de trabalho, a defesa dos serviços públicos e a eliminação de todas as normas gravosas para os trabalhadores constantes na legislação laboral.”
No Congresso foram ainda aprovadas duas resoluções intituladas “Mais salário! Melhores pensões!” e “ Valorizar os salários, qualificar o emprego, desenvolver o Algarve”. E foi aprovada uma moção “Pela paz, contra a guerra!”
“Os trabalhadores algarvios estão unidos, dispostos e em melhores condições para a luta que vai continuar!” conclui a União dos Sindicatos do Algarve.










