Em Fevereiro, o montante financiado para crédito ao consumo atingiu os 624 milhões de euros, um aumento de 61,2% face ao seu período homólogo.
Desde o quarto trimestre de 2021, têm-se vindo a registar aumentos significativos na procura por créditos ao consumo. Neste tipo de empréstimos, estão incluídos todos os créditos pessoais, crédito automóvel e ainda cartões e descoberto.
O forte crescimento não tem mostrado sinais de querer abrandar, já que se registam aumentos sucessivos nos montantes de financiamento deste tipo de créditos, mês após mês.
Segundo as informações comunicadas pelo Banco de Portugal, no mês de Fevereiro foram financiados cerca de 624 milhões de euros, um aumento de 16,4% face ao montante financiado registado no mês anterior, e de 61,2% em relação ao período homólogo.
Deste valor, cerca de 313 milhões de euros são correspondentes aos pedidos de crédito pessoal, que registou um crescimento de 20,3% em comparação ao mês de Janeiro.
É importante referir que estes níveis de financiamento não eram alcançados desde finais de 2019, período onde a pandemia ainda não tinha causado qualquer instabilidade económica.
Além disso, este aumento surge ainda durante os recentes conflitos entre a Rússia e a Ucrânia, que têm vindo a causar impactos significativos em todas as economias mundiais.
Com base nas respostas ao inquérito realizado às entidades financeiras, verificou-se que um dos motivos que tem levado à procura por mais financiamento é a confiança existente por parte dos consumidores, em relação aos atuais níveis das taxas de juro.
A juntar a isso, existe uma maior disponibilidade por parte das instituições para financiar crédito ao consumo, que é justificada pela forte pressão da concorrência do setor.
Segundo a banca, há razões para acreditar que a tendência pela procura de crédito se deve continuar a expandir a curto prazo.
Dado a incerteza económica atual, é compreensível que exista uma maior predisposição pelo pedido de créditos pessoais urgentes, já que se podem atualmente contratar taxas de juro fixas com condições bastante competitivas, durante prazos de pagamento relativamente alargados.
Na sua grande maioria, os consumidores têm optado pelos pedidos de crédito pessoal sem qualquer finalidade específica, para realizar consolidações de crédito ou até mesmo para empréstimos mais focados no lar.
Como a consolidação de créditos permite obter uma poupança mensal significativa, são muitos os portugueses que optam por juntar os seus créditos antigos num só, aproveitando as taxas atuais mais reduzidas para garantir uma maiores quantias disponíveis ao fim do mês.
Todavia, saiba que continua a existir um forte interesse nas finalidades de educação, saúde e também das energias renováveis.
Esta última finalidade é certamente a que oferece mais potencial a longo prazo, sendo até possível obter bons níveis de poupança. Dado os preços elevados do setor energético, que foram causados pela conjuntura atual, esta pode ser uma solução indicada para muitas famílias portuguesas.






