Nos últimos tempos, dois importantes investimentos turísticos, previstos para o concelho de Silves, deram passos significativos para a sua concretização.
No terreno junto à praia de Vale do Olival, em Armação de Pêra, onde há muito se projetava uma unidade hoteleira, vai nascer um hotel de quatro estrelas, com quatro andares e capacidade para 500 utentes. Junto ao empreendimento, além de espaços verdes e equipamentos de utilização coletiva, haverá um parque de estacionamento público, com 75 lugares.
Na cidade de Silves está também a avançar o projeto de reconversão da Fábrica do Inglês, que implica a alteração dos edifícios existentes e a construção de novos, de onde resultará um aparthotel de cinco estrelas, com 122 apartamentos, serviços complementares e equipamentos culturais, destinado à faixa etária sénior.
A confirmação de que estes processos estão a avançar foi prestada pelo vereador da Câmara Municipal de Silves, Maxime Sousa Bispo, em sessão da Assembleia Municipal de Silves, no dia 29 de junho.
Ao Terra Ruiva, o vereador do pelouro do Urbanismo adiantou que relativamente à unidade hoteleira do Vale do Olival está a decorrer o processo de licenciamento. O projeto de arquitetura já se encontra aprovado, na sequência de um pedido de informação prévia, tendo a Câmara de Silves “declarado a viabilidade da operação urbanística, por deliberação de 28 de outubro de 2019, renovada posteriormente por deliberação de 1 de junho”.
“Existe a perspetiva desta obra, que representa um investimento avultado de vários milhões de euros, gerador de centenas de postos de trabalho, dinamizador da economia local, qualificador de Armação de Pêra como destino turístico, e que vai permitir também qualificar o meio urbano na área poente de Armação de Pêra, poder iniciar-se após o verão de 2021”, acrescentou o vereador Maxime Sousa Bispo.

Relativamente ao projeto para a Fábrica do Inglês, o autarca confirmou que está a decorrer o processo de licenciamento, apresentado à autarquia em junho de 2021, e que o projeto de arquitetura está a ser apreciado pelos serviços técnicos municipais após ter sido “objeto de um pedido de informação prévia, tendo a Câmara declarado a viabilidade da operação urbanística” em outubro de 2020.
O projeto, que tem parecer favorável da Direção-Geral do Património Cultural e dos serviços municipais de arqueologia, prevê a reabilitação dos edifícios já existentes e a manutenção, com a consequente reabertura, do Museu da Cortiça e acesso público à zona da praça que tem a emblemática Casa de Chá.
“Esta operação configura um investimento de 5 milhões de euros, vai criar centenas de empregos diretos e indiretos, dinamizará a economia local, qualificará Silves como destino turístico e cultural, e permitirá ainda requalificar um empreendimento ex libris da cidade de Silves, permitindo a reabertura do Museu da Cortiça, outrora vencedor do prémio do “Melhor Museu Industrial Europeu” – Prémio Luigi Micheletti, atribuído em 2001”, afirma o vereador Maxime Sousa Bispo, acrescentando: “Obviamente, estes projetos e investimentos no concelho de Silves, acontecem porque há envolvimento e muito trabalho do Executivo Camarário. Não por causa dos nossos lindos olhos e não acontecem independentemente de quem cá esteja!”









Não estraguem Silves como estragaram muitas cidades do Algarve, nasci em Silves que é belíssima
É preciso investimento, para garantir que Silves não fique uma cidade fantasma, sem dinamismo económico, sem população, sem emprego, sem habitação, a cidade não é apenas um quadro para fotografias, um museu, senão será ultrapassada por todas as cidades do Algarve. Precisa de emprego, de oferta habitacional, de dinâmica económica, de serviços e indústria.
E onde Centenas de automóveis irão estacionar??????
Preocupem-se com Armação de Pêra que está um Caos, já não chega o urbanismo selvagem de Prédios de muito mau gosto. Para quando a Arborização, Limpeza, Estradas degradas, Iluminação etc.?
Boas noticias para Armaçao de pera em relacao há construção de uma nova unidade hoteleira mas seriam boas noticias a reparação das ruas de armacao de pêra que são uma vergonha so comparadas com as ruas rde uma aldeia de africa
Voces ai no jornal so dão as boas noticias seria de interesse fazer fotos dessas ruas e publicar
Nao interessa talvez?
Espero que a junta vá com um carro da limpeza á praia no final do dia e recolha a tralha toda… querer praia privada é demais…saudades de armação há Anos atrás…
Falam muito de armação..admito mas critiquem sim os chapéus de sol,toalhas etcetc que colocam na praia às 20 h para marcar lugar para o dia seguinte.. Que tristeza
Gostaria de expressar a minha oposição à construção do hotel previsto para a zona costeira de Armação de Pêra. É mais um exemplo de ocupação excessiva da linha de costa, que prejudica a paisagem natural, agrava a erosão, aumenta a pressão ambiental e reduz o espaço que deve ser preservado para usufruto público.
Além disso, causa alguma perplexidade que este projeto avance quando a legislação portuguesa estabelece que novas construções devem respeitar um afastamento mínimo de 100 metros da linha de máxima preia-mar. Pelo que é possível observar, este projeto parece não cumprir esse princípio fundamental de proteção costeira.
Relativamente ao Sr. Maxime Sousa Bispo, é provável que não esteja plenamente a par de todos os detalhes legais aplicáveis a este tipo de intervenção, dado que esse afastamento obrigatório é um requisito bem conhecido no âmbito do ordenamento do território. Seria importante rever cuidadosamente este enquadramento jurídico antes de permitir um empreendimento com este impacto.
Armação de Pêra merece um desenvolvimento sustentável, não mais construções na primeira linha que comprometam o futuro da nossa costa.