O Governo autorizou a título “excecional e temporário” a venda de testes rápidos de antigénio para deteção da Covid-19, nas farmácias e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica.
Esta autorização entra em vigor a partir de amanhã e irá estar em vigor pelo menos por seis meses, segundo a portaria publicada hoje em Diário da República.
O objetivo desta medida relaciona-se com a necessidade de fazer mais testes à população na altura em que o país irá começar a desconfinar. “Perante a atual situação epidemiológica, e conforme resulta da atualização da Norma n.º 019/2020, de 26 de fevereiro, da Direção-Geral da Saúde, relativa à Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2, importa intensificar os rastreios laboratoriais regulares para deteção precoce de casos de infeção como meio de controlo das cadeias de transmissão, designadamente no contexto da reabertura gradual e sustentada de determinados setores de atividade, estabelecimentos e serviços”, lê-se na portaria.
Neste contexto, “e uma vez que o acesso da população aos referidos testes, enquanto medida de proteção da saúde pública, não se coaduna com o uso exclusivo por profissional”, a venda dos testes ao público foi autorizada, à semelhança do que já acontece noutros países da Europa.





